PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
A Vigilância em Saúde (VS) fundamenta-se na busca por respostas mais efetivas para as demandas e para os problemas de saúde. Em relação a VS, é correto afirmar que:
VS: Vigilância Ambiental em Saúde é crucial, territorialização na SF identifica riscos ambientais para estratégias intersetoriais.
A Vigilância em Saúde (VS) é um campo abrangente. A Vigilância Ambiental em Saúde, incorporada recentemente, utiliza a territorialização na Saúde da Família para identificar riscos ambientais específicos da comunidade e formular estratégias intersetoriais de enfrentamento, sendo essencial para a promoção da saúde.
A Vigilância em Saúde (VS) é um conjunto de ações que visa conhecer, detectar ou prever qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Ela se fundamenta na busca por respostas efetivas às demandas e problemas de saúde da população, sendo um componente essencial do Sistema Único de Saúde (SUS). Dentro da VS, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) tem ganhado destaque e foi incorporada de forma mais robusta no âmbito das políticas públicas de saúde. A VAS atua no monitoramento e prevenção de riscos e agravos à saúde humana decorrentes de fatores ambientais, como qualidade da água, do ar, do solo, desastres naturais e contaminação por substâncias químicas. No contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF), o processo de territorialização é uma ferramenta poderosa que auxilia na identificação dos riscos ambientais específicos a que a comunidade está exposta, permitindo a formulação de estratégias intersetoriais necessárias para o seu enfrentamento, envolvendo diferentes setores além da saúde. É importante ressaltar que a Vigilância Sanitária, outro núcleo da VS, não se restringe apenas a ações orientativas, mas também exerce funções de fiscalização e regulação para proteger a saúde da população. Além disso, o médico na Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel ativo e fundamental nas ações de vigilância, incluindo o envio mensal de informações epidemiológicas e a participação na identificação de riscos. A transição epidemiológica, embora tenha mudado o perfil de morbimortalidade, não eliminou a necessidade de monitoramento das doenças infecto-parasitárias, que continuam sendo um desafio de saúde pública.
A territorialização permite mapear e compreender as características socioambientais de uma área específica, identificando riscos ambientais (como saneamento inadequado, contaminação da água, presença de vetores) que podem afetar a saúde da comunidade, subsidiando a formulação de ações preventivas e de promoção da saúde.
Não. Embora as ações orientativas sejam importantes, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização, regulação e controle de produtos, serviços e ambientes que possam apresentar riscos à saúde da população, aplicando sanções quando necessário para garantir a conformidade com as normas sanitárias.
Sim, apesar da transição epidemiológica que aumentou a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, as doenças infecto-parasitárias continuam sendo um importante alvo de monitoramento e controle pela Vigilância Epidemiológica, devido ao seu potencial epidêmico e impacto na saúde pública.
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