HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Marque a correlação errada entre tipo de estudo e viés:
Viés de memória é comum em caso-controle; viés de prognóstico não tem viés de memória como principal.
O viés de memória é classicamente associado a estudos retrospectivos como os caso-controle, onde a recordação de exposições passadas pode ser imprecisa. Em estudos de prognóstico, que geralmente são prospectivos, os principais vieses são de seleção (perdas de seguimento) e de aferição do desfecho, não sendo o viés de memória o mais relevante.
A compreensão dos vieses em estudos epidemiológicos é fundamental para a interpretação crítica da literatura médica e para o desenho de pesquisas de alta qualidade. Vieses são erros sistemáticos que podem distorcer os resultados de um estudo, levando a conclusões incorretas. Para residentes, identificar e mitigar vieses é uma habilidade essencial tanto para a prática baseada em evidências quanto para a elaboração de trabalhos científicos. Cada tipo de desenho de estudo possui vieses característicos. Estudos de coorte, por exemplo, são suscetíveis ao viés de seleção (ou suscetibilidade), onde os grupos comparados podem não ser homogêneos em fatores prognósticos. Estudos caso-controle, por sua natureza retrospectiva, são frequentemente afetados pelo viés de memória (recall bias) e pelo viés do entrevistador. Ensaios clínicos, embora mais robustos devido à randomização, ainda podem sofrer de viés de amostragem ou de perdas diferenciais. É crucial correlacionar corretamente o tipo de estudo com seus vieses mais prováveis. O viés de memória, por exemplo, é uma preocupação primária em estudos que dependem da recordação de eventos passados, como os caso-controle. Em contraste, estudos de prognóstico, que geralmente acompanham pacientes prospectivamente para observar desfechos futuros, são mais suscetíveis a vieses relacionados à seleção da coorte e à aferição do desfecho ao longo do tempo. Dominar essa correlação é vital para a análise crítica de evidências e para a tomada de decisões clínicas informadas.
Em estudos de coorte, o viés de seleção (ou suscetibilidade) é comum, pois os grupos expostos e não expostos podem diferir em outras características. O viés de perda de seguimento também é relevante, pois a saída diferencial de participantes pode distorcer os resultados.
Estudos caso-controle são retrospectivos e dependem da recordação dos participantes sobre exposições passadas. Pacientes com a doença (casos) podem ter uma recordação mais precisa ou enviesada de exposições do que os controles, levando ao viés de memória ou recall bias.
Em estudos de prognóstico, os principais vieses são o viés de seleção (devido a perdas de seguimento ou critérios de inclusão/exclusão inadequados) e o viés de aferição do desfecho, especialmente se a avaliação não for cega. O viés de memória é menos relevante, pois o foco é em desfechos futuros.
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