UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2016
O resultado de um estudo numa empresa para avaliar a prevalência de obesidade e o papel do sedentarismo como fator de risco apontou que funcionários sedentários tinham uma prevalência maior de obesidade que funcionários que realizavam atividades físicas. O mesmo estudo mostrou que no grupo de sedentários havia mais indivíduos com idade superior a 50 anos e de baixa escolaridade. As variáveis idade e escolaridade, nesse exemplo, correspondem a um:
Idade e escolaridade que alteram relação sedentarismo-obesidade → viés de confusão.
Um viés de confusão ocorre quando uma terceira variável (confundidora) está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, e não é um elo na cadeia causal entre eles. Ela distorce a verdadeira associação entre a exposição e o desfecho.
O viés de confusão é um dos desafios mais importantes na interpretação de estudos epidemiológicos, especialmente os observacionais. Ele ocorre quando a associação observada entre uma exposição (ex: sedentarismo) e um desfecho (ex: obesidade) é distorcida pela influência de uma terceira variável (ex: idade, escolaridade) que está associada a ambos, mas não faz parte da via causal direta. Compreender e identificar o viés de confusão é crucial para evitar conclusões errôneas sobre a causalidade. Para que uma variável seja considerada confundidora, ela deve satisfazer três critérios: ser um fator de risco para o desfecho na população não exposta, estar associada à exposição na população de estudo, e não ser um elo intermediário na cadeia causal entre exposição e desfecho. No exemplo dado, idade e escolaridade podem influenciar tanto o nível de atividade física quanto o risco de obesidade, mascarando a verdadeira relação entre sedentarismo e obesidade. A mitigação do viés de confusão pode ser feita em diferentes fases. No planejamento do estudo, pode-se usar randomização (em ensaios clínicos), restrição (selecionar participantes com características semelhantes) ou pareamento. Na análise, técnicas como estratificação, análise multivariada (regressão) e padronização são empregadas para ajustar os resultados e isolar o efeito da exposição de interesse.
Um viés de confusão ocorre quando uma variável externa (confundidora) está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, distorcendo a relação real entre eles, sem ser um intermediário causal.
Idade e escolaridade podem estar associadas ao sedentarismo (exposição) e à obesidade (desfecho) independentemente, fazendo com que a associação entre sedentarismo e obesidade pareça mais forte ou mais fraca do que realmente é.
O viés de confusão pode ser controlado no desenho do estudo (randomização, restrição, pareamento) ou na análise (estratificação, análise multivariada, padronização).
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