FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2019
Em alguns estudos epidemiológicos, pode ocorrer a falta de comparabilidade entre os grupos, devido a diferença relacionadas com distribuições distintas das variáveis em estudo. Nesses casos, as propabilidades de adoecer entre os grupos seriam diferentes, mesmo na ausência da exposição. Essa situação caracteriza um viés de:
Viés de confundimento → variável externa associada à exposição e desfecho, distorcendo a relação real entre eles.
O viés de confundimento ocorre quando uma terceira variável (o confundidor) está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, e não é um elo na cadeia causal entre eles, distorcendo a verdadeira associação entre a exposição e o desfecho.
Em estudos epidemiológicos, a busca por associações causais entre exposições e desfechos é fundamental. No entanto, a presença de vieses pode comprometer a validade dos resultados. O viés de confundimento é um tipo de erro sistemático que ocorre quando a associação observada entre uma exposição e um desfecho é distorcida pela influência de uma terceira variável, o confundidor. Um confundidor deve satisfazer três critérios: estar associado à exposição, estar associado ao desfecho independentemente da exposição, e não ser um elo na cadeia causal entre a exposição e o desfecho. Quando presente, o confundimento pode levar a uma superestimação, subestimação ou até mesmo inversão da verdadeira associação, tornando os grupos de comparação não comparáveis. Para mitigar o viés de confundimento, diversas estratégias podem ser empregadas tanto na fase de desenho do estudo (randomização em ensaios clínicos, restrição, pareamento) quanto na fase de análise (estratificação, análise multivariada, ajuste estatístico). A compreensão e o controle do confundimento são essenciais para garantir a validade interna dos estudos e a correta interpretação das relações de causa e efeito na prática clínica e na saúde pública.
Um fator de confundimento é uma variável que está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, mas não é um intermediário na via causal entre eles, distorcendo a verdadeira relação.
As estratégias incluem randomização (em ensaios clínicos), restrição, pareamento (na fase de desenho do estudo) e estratificação, análise multivariada ou ajuste (na fase de análise).
Ele afeta a validade interna porque a associação observada entre exposição e desfecho pode ser total ou parcialmente explicada pelo confundidor, levando a conclusões errôneas sobre a causalidade.
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