IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2019
O viés de Berkson ocorre quando.
Viés de Berkson: associação espúria entre doença e fator de risco em estudos hospitalares devido a diferentes taxas de hospitalização.
O viés de Berkson é um tipo de viés de seleção que ocorre em estudos de base hospitalar, onde a probabilidade de hospitalização é influenciada tanto pela doença quanto pelo fator de risco, criando uma associação artificial entre eles.
O viés de Berkson é um tipo de viés de seleção que representa um desafio significativo na pesquisa epidemiológica, particularmente em estudos que utilizam populações de base hospitalar. Ele ocorre quando a probabilidade de um indivíduo ser incluído no estudo (ou seja, ser hospitalizado) é influenciada tanto pela presença da doença em estudo quanto pela exposição a um fator de risco. Isso pode levar a uma associação artificial ou espúria entre o fator de risco e a doença dentro da amostra hospitalar, que não reflete a associação na população geral. A fisiopatologia desse viés reside no fato de que a hospitalização não é um evento aleatório. Indivíduos com certas doenças ou exposições a fatores de risco podem ter uma maior ou menor probabilidade de serem hospitalizados por outras condições. Por exemplo, se um fator de risco aumenta a chance de hospitalização por qualquer motivo, e a doença em estudo também, a coocorrência de ambos pode ser superestimada na amostra hospitalar em comparação com a comunidade. Para evitar o viés de Berkson, pesquisadores devem ser cautelosos ao selecionar a população de estudo. Idealmente, estudos de caso-controle deveriam recrutar controles da população geral, e não apenas de pacientes hospitalizados por outras condições. Quando estudos de base hospitalar são inevitáveis, é crucial considerar as implicações do viés de Berkson na interpretação dos resultados e, se possível, ajustar para variáveis que possam influenciar a taxa de hospitalização.
O viés de Berkson é um viés de seleção que ocorre em estudos de base hospitalar, onde a probabilidade de um indivíduo ser hospitalizado é influenciada tanto pela presença de uma doença quanto pela exposição a um fator de risco, criando uma associação espúria.
É mais comum em estudos caso-controle que recrutam participantes de populações hospitalares, pois a amostra já é selecionada por ter buscado atendimento médico.
Ele pode levar a uma superestimação ou subestimação da associação real entre um fator de risco e uma doença, pois a amostra hospitalar não é representativa da população geral.
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