Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Paciente gestante de 20 semanas de gestação apresenta o diagnóstico de apendicite aguda. É então indicada videolaparoscopia para o tratamento. É considerada como desvantagem do método videolaparoscópico em uma paciente gestante a assertiva descrita na opção:
Videolaparoscopia em gestantes → Pneumoperitônio pode ↓ fluxo sanguíneo uterino e ↑ risco fetal.
Embora a videolaparoscopia ofereça vantagens como menor dor e recuperação mais rápida, em gestantes, o pneumoperitônio (insuflação de CO2) pode levar à compressão da veia cava inferior, aumento da pressão intra-abdominal e acidose fetal, resultando em diminuição do fluxo sanguíneo uterino e comprometimento fetal.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico na gestação, e seu diagnóstico e tratamento podem ser desafiadores. A videolaparoscopia tem se tornado uma opção viável para o tratamento cirúrgico de condições não obstétricas em gestantes, oferecendo vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida para a mãe. No entanto, a técnica apresenta riscos específicos que devem ser cuidadosamente considerados. Entre as desvantagens da videolaparoscopia em gestantes, destaca-se a diminuição do fluxo sanguíneo uterino. Isso ocorre devido a múltiplos fatores, incluindo o pneumoperitônio (insuflação de CO2), que aumenta a pressão intra-abdominal e pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o retorno venoso e o débito cardíaco materno. Além disso, a absorção de CO2 pode levar à acidose materna e fetal, comprometendo a oxigenação fetal. A posição cirúrgica e a manipulação uterina também podem contribuir para esses riscos. Para minimizar os riscos, é crucial manter a pressão do pneumoperitônio no nível mais baixo possível (geralmente <12 mmHg), posicionar a paciente em decúbito lateral esquerdo para aliviar a compressão da veia cava, monitorar rigorosamente os sinais vitais maternos e fetais, e realizar a cirurgia preferencialmente no segundo trimestre, quando o risco de teratogenicidade e trabalho de parto prematuro é menor. A escolha da técnica deve sempre ponderar os benefícios maternos e os riscos fetais.
As principais desvantagens incluem a diminuição do fluxo sanguíneo uterino devido ao pneumoperitônio e à compressão da veia cava inferior, o risco de acidose fetal pelo CO2 absorvido e a dificuldade técnica aumentada com o útero gravídico.
A videolaparoscopia é indicada para condições cirúrgicas agudas não obstétricas, como apendicite ou colecistite, especialmente no segundo trimestre, quando os riscos são menores e as vantagens da técnica são mais evidentes.
Para minimizar os riscos, deve-se manter a pressão do pneumoperitônio o mais baixa possível, monitorar a capnografia materna, posicionar a paciente em decúbito lateral esquerdo para evitar compressão da veia cava e monitorar o feto continuamente.
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