CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre a pupila, é correto afirmar que:
Via Simpática Pupilar: 1º neurônio no Hipotálamo → 2º C8-T2 → 3º Gânglio Cervical Superior.
A via simpática (midríase) é composta por três neurônios, iniciando no hipotálamo posterior. A via parassimpática (miose) promove a constrição pupilar via nervo oculomotor.
O controle do diâmetro pupilar é um equilíbrio dinâmico entre os sistemas autonômicos. A via simpática é responsável pela midríase e segue um trajeto longo e complexo de três neurônios: do hipotálamo ao centro ciliospinhal de Budge (C8-T2), daí ao gânglio cervical superior e, finalmente, ao músculo dilatador da pupila através dos nervos ciliares longos. A via parassimpática, responsável pela miose, é mais direta. O reflexo fotomotor inicia na retina, viaja pelo nervo óptico até o núcleo pré-tectal e depois ao núcleo de Edinger-Westphal bilateralmente, garantindo o reflexo consensual. Lesões em diferentes pontos dessas vias geram quadros clínicos clássicos, como a Síndrome de Horner (simpática) ou a Pupila de Adie (parassimpática).
O corpo celular do primeiro neurônio (neurônio de ordem superior) da via simpática pupilar está localizado no hipotálamo posterior. Seus axônios descem pelo tronco encefálico até a medula espinhal cervical/torácica.
A via eferente parassimpática é composta por dois neurônios: o pré-ganglionar (origem no núcleo de Edinger-Westphal, segue pelo III par) e o pós-ganglionar (origem no gânglio ciliar, segue pelos nervos ciliares curtos).
Na tríade da acomodação para visão de perto, ocorrem três eventos simultâneos: convergência dos eixos visuais, acomodação do cristalino (aumento da curvatura) e miose (constrição pupilar), e não midríase.
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