CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
A via eferente simpática:
Via simpática ocular = 3 neurônios (Hipotálamo → C8-T2 → Gânglio Cervical Superior → Olho).
A via simpática ocular é uma cadeia de três neurônios responsável pela midríase e pela inervação dos músculos tarsais superiores (Müller), sendo essencial no diagnóstico da Síndrome de Horner.
O conhecimento da via de três neurônios é fundamental para localizar lesões na Síndrome de Horner. Lesões do primeiro neurônio podem estar associadas a AVCs de tronco; do segundo neurônio a tumores de ápice pulmonar (Pancoast); e do terceiro neurônio a dissecções de carótida. A ausência de sudorese (anidrose) ajuda a diferenciar lesões pré-ganglionares de pós-ganglionares.
O primeiro neurônio (central) origina-se no hipotálamo posterior e desce pelo tronco cerebral até a medula espinhal (centro ciliospinhal de Budge entre C8 e T2). O segundo neurônio (pré-ganglionar) sai da medula, passa pelo ápice pulmonar e faz sinapse no gânglio cervical superior. O terceiro neurônio (pós-ganglionar) sobe junto à artéria carótida interna, entra na órbita e inerva o músculo dilatador da íris e o músculo de Müller na pálpebra.
A principal função é a midríase (dilatação pupilar) através da estimulação do músculo dilatador da íris. Além disso, fornece inervação autonômica para os músculos tarsais (músculo de Müller), auxiliando na retração palpebral superior e inferior, e regula o tônus vasomotor dos vasos oculares e a sudorese facial (dependendo do nível da lesão).
Diferente da via visual que se relaciona ao córtex occipital, a via simpática ocular tem sua origem autonômica no hipotálamo posterior. Ela não possui origem cortical direta para fins de execução motora pupilar, sendo parte do sistema nervoso autônomo que responde a estímulos de estresse, dor ou baixa luminosidade.
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