Lesão da Via Piramidal: Achados Chave no Exame Neurológico

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Qual dos seguintes achados do exame físico neurológico indica lesão da via piramidal?

Alternativas

  1. A) Hipertonia plástica
  2. B) Rigidez cérea
  3. C) Sinal de Romberg
  4. D) Clônus sustentado

Pérola Clínica

Lesão via piramidal (NMS) → Clônus sustentado, hipertonia espástica, reflexos ↑, Babinski +.

Resumo-Chave

A lesão da via piramidal, ou síndrome do neurônio motor superior, classicamente cursa com hipertonia espástica, hiperreflexia, sinal de Babinski positivo e clônus. O clônus sustentado é um reflexo patológico que indica desinibição dos reflexos medulares.

Contexto Educacional

A via piramidal, ou trato corticoespinhal, é a principal via motora descendente responsável pelo controle voluntário dos movimentos finos e da força muscular. A identificação de lesões nessa via é um pilar do exame neurológico e um tópico fundamental para estudantes e residentes. A síndrome do neurônio motor superior (NMS), resultante de lesões na via piramidal, apresenta um conjunto de sinais e sintomas característicos que devem ser prontamente reconhecidos. Os achados de uma lesão da via piramidal incluem fraqueza muscular (paresia ou plegia), que pode ser mais proeminente em grupos musculares específicos, como os extensores dos membros superiores e os flexores dos membros inferiores. A hipertonia é do tipo espasticidade, caracterizada pelo "fenômeno do canivete", onde há uma resistência inicial ao movimento passivo que cede abruptamente. Além disso, observa-se hiperreflexia profunda e a presença de reflexos patológicos, como o sinal de Babinski (extensão do hálux com abdução dos outros dedos em resposta à estimulação da planta do pé). O clônus sustentado, que é a resposta rítmica e repetitiva de um músculo a um estiramento súbito e mantido, é um sinal inequívoco de lesão do neurônio motor superior e, portanto, da via piramidal. É importante diferenciar esses achados de outras síndromes, como as extrapiramidais (que cursam com rigidez plástica ou cérea e bradicinesia), ou lesões do neurônio motor inferior (que causam flacidez, hipotonia, arreflexia e atrofia). O domínio desses conceitos é crucial para o diagnóstico topográfico em neurologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos da síndrome do neurônio motor superior (lesão piramidal)?

Os achados clássicos incluem fraqueza muscular (paresia ou plegia), hipertonia do tipo espasticidade (fenômeno do canivete), hiperreflexia profunda, clônus e a presença de reflexos patológicos como o sinal de Babinski.

Como diferenciar a hipertonia espástica da rigidez plástica?

A hipertonia espástica (lesão piramidal) é caracterizada por uma resistência inicial ao movimento que cede abruptamente (fenômeno do canivete), enquanto a rigidez plástica (lesão extrapiramidal) apresenta resistência constante e uniforme durante todo o arco de movimento.

O que o clônus sustentado indica no exame neurológico?

O clônus sustentado é um reflexo patológico que indica uma lesão do neurônio motor superior, especificamente da via piramidal. Ele se manifesta como contrações musculares rítmicas e involuntárias em resposta a um estiramento súbito e mantido do tendão.

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