Gestante HIV: Via de Parto e Carga Viral

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa correta, sobre gestante primigesta, no termo, portadora de vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Alternativas

  1. A) A cesárea eletiva está indicada com carga viral ≥ 10 000 cópias/mL e deve ser realizada entre 37 e 38 semanas de gestação.
  2. B) Com carga viral ≥ 1 000 cópias/mL, em trabalho de parto com membranas ovulares íntegras e cervicodilatação menor que 4 cm – realizar cesárea.
  3. C) A cesárea eletiva depende dos valores de CD4 e deve ser realizada entre 39 e 40 semanas de gestação.
  4. D) A via de parto é de indicação obstétrica em gestantes com carga viral < 10 000 cópias/mL.
  5. E) Inibir o trabalho de parto em parturientes com carga viral ≥ 1 000 cópias/mL com cervicodilatação maior ou igual a 4 cm e/ou membranas ovulares rotas.

Pérola Clínica

Gestante HIV: Carga viral ≥ 1000 cópias/mL → Cesárea eletiva. < 1000 cópias/mL → Via de parto obstétrica.

Resumo-Chave

A via de parto para gestantes com HIV é determinada principalmente pela carga viral materna próxima ao termo. Cargas virais elevadas (≥ 1000 cópias/mL) indicam cesariana eletiva para reduzir o risco de transmissão vertical. Em casos de carga viral indetectável ou baixa (< 1000 cópias/mL), a via de parto pode ser definida por indicações obstétricas, com menor risco de transmissão.

Contexto Educacional

A decisão sobre a via de parto em gestantes com HIV é crucial para a prevenção da transmissão vertical do vírus, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. As diretrizes atuais enfatizam a importância da carga viral materna como principal fator determinante. O objetivo é reduzir ao máximo a exposição do recém-nascido ao sangue e secreções maternas, especialmente se a viremia for alta. Para gestantes com carga viral de HIV igual ou superior a 1.000 cópias/mL, ou em casos de carga viral desconhecida, a cesariana eletiva é a via de parto recomendada. Este procedimento deve ser agendado entre 38 e 39 semanas de gestação, antes do início do trabalho de parto e da ruptura das membranas, para maximizar a proteção. A administração de zidovudina (AZT) intravenosa é indicada durante o trabalho de parto ou cesariana para todas as gestantes com HIV, independentemente da carga viral. Quando a carga viral é indetectável ou inferior a 1.000 cópias/mL, o parto vaginal pode ser considerado, e a via de parto é definida por indicações obstétricas habituais. Nesses casos, o risco de transmissão vertical é significativamente menor. É fundamental evitar procedimentos invasivos durante o trabalho de parto, como amniotomia precoce ou uso de fórceps, que podem aumentar a exposição do feto ao vírus. O acompanhamento pré-natal rigoroso e a adesão à terapia antirretroviral são pilares para um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Qual a carga viral de HIV que indica cesariana eletiva em gestantes?

A cesariana eletiva é indicada para gestantes com carga viral de HIV igual ou superior a 1.000 cópias/mL, ou quando a carga viral é desconhecida, para minimizar o risco de transmissão vertical.

Em que semana de gestação a cesariana eletiva é recomendada para gestantes com HIV?

A cesariana eletiva para gestantes com HIV e indicação de parto cesáreo deve ser realizada entre 38 e 39 semanas de gestação, antes do início do trabalho de parto e da ruptura das membranas ovulares.

Quando o parto vaginal é permitido para gestantes com HIV?

O parto vaginal pode ser considerado quando a gestante apresenta carga viral de HIV indetectável ou inferior a 1.000 cópias/mL, e a via de parto é definida por indicações obstétricas, com administração de AZT intravenoso durante o trabalho de parto.

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