UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
O diagrama esquemático a seguir identifica a via nociceptiva para transmissão de estímulos neurológicos:Pode-se afirmar que a identificação da estrutura X e o fármaco que atua no local assinalado como A, B ou C, é:
Via nociceptiva ascendente principal = trato espinotalâmico; Agonistas α2 (ex: clonidina) atuam pré-sinapticamente na medula espinhal (local A) inibindo liberação de neurotransmissores.
O trato espinotalâmico é a principal via ascendente para a transmissão da dor e temperatura. Agonistas α2 adrenérgicos, como a clonidina, atuam na medula espinhal (local A, pré-sináptico) inibindo a liberação de neurotransmissores excitatórios, promovendo analgesia.
A via nociceptiva é o caminho neural pelo qual os estímulos dolorosos são transmitidos do local da lesão até o cérebro, onde são percebidos. Compreender essa via é fundamental para o manejo eficaz da dor. Ela envolve três neurônios principais: o neurônio aferente primário (primeiro ordem), que capta o estímulo e o leva até o corno dorsal da medula espinhal; o neurônio de segunda ordem, que cruza a medula e ascende; e o neurônio de terceira ordem, que vai do tálamo ao córtex. O trato espinotalâmico é a principal via ascendente para a transmissão da dor e temperatura. Ele se origina dos neurônios de segunda ordem no corno dorsal da medula espinhal, cruza para o lado oposto e ascende pelo tronco cerebral até o tálamo. No tálamo, os neurônios de terceira ordem projetam-se para o córtex somatossensorial, onde a dor é localizada e interpretada. A modulação da dor pode ocorrer em vários pontos dessa via, incluindo a medula espinhal, onde os agonistas α2 adrenérgicos exercem seu efeito. Fármacos como os agonistas do receptor α2 adrenérgico (ex: clonidina, dexmedetomidina) atuam no local A (terminais pré-sinápticos dos neurônios de primeira ordem na medula espinhal), inibindo a liberação de neurotransmissores excitatórios e, assim, diminuindo a transmissão do sinal doloroso. Outros fármacos, como opioides, atuam em receptores específicos (local B, pós-sináptico na medula ou em centros superiores), enquanto os antagonistas de NMDA e anestésicos locais têm outros mecanismos e sítios de ação. O conhecimento desses mecanismos é crucial para a escolha terapêutica em diferentes cenários de dor.
O trato espinotalâmico é a principal via ascendente que transmite informações de dor, temperatura e tato grosseiro da medula espinhal para o tálamo e, posteriormente, para o córtex cerebral, onde a sensação de dor é percebida.
Agonistas α2 adrenérgicos, como a clonidina, atuam nos receptores pré-sinápticos na medula espinhal (substância gelatinosa), inibindo a liberação de neurotransmissores excitatórios como a substância P e o glutamato, resultando em analgesia.
A modulação da dor ocorre em múltiplos níveis, incluindo os nociceptores periféricos, o corno dorsal da medula espinhal, o tronco cerebral (substância cinzenta periaquedutal, núcleo do rafe) e o córtex cerebral, envolvendo vias descendentes inibitórias.
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