UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Sobre o manejo da via aérea no departamento de emergência, é correto afirmar que:
Via aérea falha = Insucesso em manter saturação O2 aceitável após 1+ tentativas falhas de laringoscopia.
A definição de "via aérea falha" é crucial no manejo de emergência, pois indica a necessidade de uma estratégia alternativa imediata para garantir a oxigenação do paciente. Ela não se limita apenas ao número de tentativas de intubação, mas à incapacidade de manter a oxigenação adequada.
O manejo da via aérea no departamento de emergência é uma das habilidades mais críticas para o médico, exigindo conhecimento e agilidade. A capacidade de identificar e manejar uma "via aérea difícil" ou "via aérea falha" é fundamental para a segurança do paciente e para evitar complicações graves, como hipóxia cerebral. Uma "via aérea falha" é definida não apenas pelo insucesso em intubar, mas, crucialmente, pela incapacidade de manter uma saturação de oxigênio aceitável durante ou após uma ou mais tentativas de laringoscopia. Esta definição enfatiza a importância da oxigenação como o objetivo primário do manejo da via aérea. Ferramentas como as escalas de Mallampati e Cormack-Lehane auxiliam na predição e avaliação da dificuldade de laringoscopia, mas a decisão de uma via aérea falha é clínica e baseada na capacidade de oxigenar. Em caso de via aérea falha, algoritmos de manejo de via aérea difícil devem ser seguidos, priorizando a oxigenação e a ventilação, e, se necessário, a criação de uma via aérea cirúrgica de emergência.
"Via aérea difícil" é a dificuldade prevista ou encontrada na intubação ou ventilação. "Via aérea falha" é a incapacidade de intubar após múltiplas tentativas E/OU a incapacidade de ventilar e manter a oxigenação adequada.
A escala de Cormack-Lehane classifica a visualização da glote durante a laringoscopia: Grau I (glote totalmente visível), Grau II (apenas parte da glote ou aritenoides visíveis), Grau III (apenas epiglote visível), Grau IV (nenhuma estrutura da glote visível).
Diante de uma via aérea falha, deve-se imediatamente recorrer a estratégias de resgate, como dispositivos supraglóticos, laringoscopia por vídeo, ou, em última instância, uma via aérea cirúrgica (cricotireoidostomia de emergência).
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