HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Em caso de via aérea difícil no paciente vítima de TCE grave, pode o socorrista retirar o colar cervical do paciente para facilitar a intubação orotraqueal?
Via aérea difícil em TCE com colar → Remover colar com estabilização cervical manual.
Em pacientes com TCE grave e via aérea difícil, a remoção do colar cervical é permitida para facilitar a intubação, desde que a coluna cervical seja mantida em estabilização manual em linha (MILS) por outro membro da equipe. Isso prioriza a via aérea sem comprometer a proteção cervical.
O manejo da via aérea é a prioridade máxima no atendimento ao paciente vítima de trauma grave, especialmente no Trauma Cranioencefálico (TCE), onde a hipóxia e a hipercapnia podem agravar a lesão cerebral secundária. A proteção da coluna cervical é fundamental, e o colar cervical é um dispositivo de imobilização inicial. No entanto, em situações de via aérea difícil, o colar pode dificultar a laringoscopia e a intubação. A fisiopatologia do TCE grave exige uma via aérea segura e protegida para otimizar a oxigenação e ventilação cerebral. A presença de um colar cervical, embora protetora, pode limitar a abertura da boca e a visualização da glote, tornando a intubação um desafio e aumentando o risco de falha. A conduta recomendada em caso de via aérea difícil com colar cervical é a remoção temporária do colar, desde que outro membro da equipe realize a estabilização manual em linha (MILS) da coluna cervical. Esta técnica permite um melhor acesso e visualização da via aérea, priorizando a oxigenação e ventilação do paciente sem comprometer a proteção da medula espinhal, seguindo as diretrizes do ATLS.
A prioridade absoluta é a manutenção da via aérea pérvia e protegida, seguida da respiração e circulação, conforme o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), para garantir a oxigenação e perfusão cerebral.
A estabilização manual em linha (MILS) minimiza o movimento da coluna cervical, prevenindo ou agravando lesões medulares, enquanto permite o acesso para intubação. É uma medida de proteção essencial durante a manipulação da via aérea.
As indicações incluem Glasgow < 8, hipoxemia (PaO2 < 60 mmHg), hipercapnia (PaCO2 > 45 mmHg), proteção de via aérea (sangue, vômito, secreções) e necessidade de hiperventilação controlada em casos de hipertensão intracraniana.
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