Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Durante uma intubação orotraqueal em uma unidade de tratamento intensivo, o médico falhou na primeira e única tentativa por impossibilidade de identificar a epiglote. Apesar de ventilação bolsa-valva-máscara com técnica adequada, inclusive com acoplagem do dispositivo Guedel, paciente não é capaz de ser ventilado adequadamente, mantendo SatO2 < 85%. Qual deverá ser a próxima conduta?
Falha de intubação e ventilação inadequada → Chamar ajuda e máscara laríngea (dispositivo supraglótico).
Em um cenário de 'não intuba, não ventila' (CICV), após uma tentativa falha de intubação e ventilação com bolsa-valva-máscara inadequada, a prioridade é restabelecer a oxigenação. A máscara laríngea é um dispositivo supraglótico de resgate eficaz e de rápida inserção, sendo a próxima conduta recomendada enquanto se aguarda ajuda especializada.
O manejo da via aérea é uma das habilidades mais críticas na medicina de emergência e terapia intensiva. A falha na intubação orotraqueal, especialmente quando acompanhada de ventilação inadequada (o cenário 'não intuba, não ventila' ou CICV), é uma emergência que exige ação rápida e protocolada para evitar hipóxia e suas consequências devastadoras. A incapacidade de identificar a epiglote sugere uma laringoscopia difícil, e a SatO2 < 85% indica oxigenação crítica. Diante de um cenário de CICV, a prioridade máxima é restabelecer a oxigenação. Após uma tentativa falha de intubação e ventilação com bolsa-valva-máscara ineficaz, a próxima conduta recomendada é chamar ajuda e proceder à inserção de um dispositivo supraglótico, como a máscara laríngea. A máscara laríngea é um dispositivo de resgate eficaz, de fácil e rápida inserção, que permite uma ventilação adequada na maioria dos pacientes, ganhando tempo para reavaliar a situação, otimizar a ventilação ou planejar uma via aérea definitiva. É fundamental seguir um algoritmo de via aérea difícil, que geralmente inclui a otimização da posição, uso de adjuvantes, e a progressão para dispositivos de resgate. A persistência em tentativas de intubação ou ventilação ineficazes sem recorrer a dispositivos alternativos ou solicitar ajuda pode levar a hipoxemia prolongada e desfechos desfavoráveis. A cricotireoidostomia de emergência é uma opção para a via aérea cirúrgica, mas geralmente é considerada após a falha dos dispositivos supraglóticos e em situações de risco iminente à vida.
Os passos iniciais incluem otimizar a pré-oxigenação, chamar ajuda experiente, e tentar a intubação orotraqueal. Se a intubação falhar, deve-se tentar a ventilação com bolsa-valva-máscara. Se a ventilação também for inadequada, o cenário é de 'não intuba, não ventila'.
A máscara laríngea é indicada como dispositivo de resgate em situações de 'não intuba, não ventila', onde a intubação orotraqueal falhou e a ventilação com bolsa-valva-máscara é ineficaz. Ela permite uma oxigenação rápida e temporária enquanto se planeja a próxima etapa do manejo da via aérea.
Após a falha da máscara laríngea em um cenário de 'não intuba, não ventila', as opções incluem a tentativa de outros dispositivos supraglóticos, ou, em última instância, a via aérea cirúrgica de emergência, como a cricotireoidostomia, que deve ser realizada por profissional experiente.
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