SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Qual das seguintes características abaixo sugere uma via aérea difícil de ventilar/entubar?
Cirurgia de artrodese cervical → mobilidade cervical ↓ → via aérea difícil.
A cirurgia de artrodese cervical limita significativamente a mobilidade do pescoço, o que dificulta o alinhamento dos eixos oral, faríngeo e laríngeo, tornando a ventilação e intubação traqueal mais desafiadoras e aumentando o risco de via aérea difícil.
A avaliação da via aérea é um componente crítico da anestesia e do manejo de emergências, pois a incapacidade de ventilar ou intubar pode levar a desfechos catastróficos. A identificação de uma via aérea difícil é fundamental para o planejamento adequado e a preparação de estratégias alternativas. Uma via aérea difícil é definida como a dificuldade em ventilar um paciente com máscara facial, em realizar intubação traqueal, ou em ambos. Fatores que predizem uma via aérea difícil incluem características anatômicas (como micrognatia, macroglossia, pescoço curto e grosso), condições patológicas (tumores orofaríngeos, artrite reumatoide com envolvimento cervical) e histórico de cirurgias. A cirurgia de artrodese cervical, por exemplo, limita severamente a mobilidade da coluna cervical, impedindo a extensão do pescoço e, consequentemente, o alinhamento dos eixos oral, faríngeo e laríngeo, o que é essencial para a visualização da glote durante a laringoscopia direta. A avaliação pré-operatória da via aérea deve incluir a inspeção visual, palpação e testes funcionais como a abertura da boca, distância tireomentoniana e o teste de Mallampati. A presença de múltiplos fatores de risco aumenta significativamente a probabilidade de uma via aérea difícil. O manejo de uma via aérea difícil exige um plano de ação claro, que pode incluir o uso de dispositivos supraglóticos, laringoscopia por vídeo, intubação com fibra óptica ou, em último caso, uma via aérea cirúrgica (cricotireoidostomia).
Preditores incluem: abertura da boca limitada (<3 cm), distância tireomentoniana curta (<6 cm), Mallampati III ou IV, mobilidade cervical reduzida (como na artrodese), obesidade, pescoço curto e grosso, e história prévia de intubação difícil.
A artrodese cervical restringe a extensão e flexão do pescoço, impedindo o alinhamento adequado dos eixos oral, faríngeo e laríngeo, que é fundamental para a visualização da glote durante a laringoscopia.
O teste de Mallampati avalia a visualização das estruturas orofaríngeas com a boca aberta e a língua protruída. Um Mallampati classe III ou IV (visualização limitada ou ausente da úvula e pilares) sugere maior dificuldade de intubação.
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