Via Aérea Difícil: Avaliação com LEMON e Cormack-Lehane

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020

Enunciado

Homem, 63 anos, sofreu trauma abdominal fechado por atropelamento. Foi indicado laparotomia de emergência. Você participa da equipe anestésica que irá realizar o procedimento. A anestesista sugere que a entubação será difícil e adota várias medidas para o sucesso da obtenção da via aérea. Assinale a alternativa que contém métodos de avaliação de uma via aérea difícil.

Alternativas

  1. A) Mallanpati e ASA
  2. B) LEMON e Cormack-Lehane
  3. C) Mallanpati e ASA
  4. D) LEMON e Hinchey
  5. E) MOANS e Cormack - Lehane

Pérola Clínica

Avaliação via aérea difícil → LEMON (pré-intubação) e Cormack-Lehane (durante laringoscopia).

Resumo-Chave

A avaliação de via aérea difícil é crucial na anestesia, especialmente em emergências. A escala LEMON é um mnemônico útil para prever dificuldades antes da intubação, enquanto a classificação de Cormack-Lehane avalia a visualização da glote durante a laringoscopia, guiando o manejo intraoperatório.

Contexto Educacional

A avaliação da via aérea é um dos pilares mais críticos da anestesiologia, especialmente em situações de emergência como trauma, onde o paciente pode apresentar múltiplos fatores de risco para uma via aérea difícil. A capacidade de prever e gerenciar uma via aérea difícil é fundamental para a segurança do paciente e para evitar complicações graves, como hipóxia e lesão cerebral. A fisiopatologia da via aérea difícil pode envolver anomalias anatômicas congênitas ou adquiridas, trauma facial ou cervical, obesidade, mobilidade cervical limitada e outras condições que dificultam a laringoscopia e a intubação. A suspeita de via aérea difícil deve levar a uma preparação meticulosa, incluindo a disponibilidade de equipamentos alternativos e pessoal experiente. Existem diversas ferramentas para avaliar a via aérea. A escala LEMON é um mnemônico amplamente utilizado para avaliação pré-intubação, que considera a aparência externa do paciente, a regra 3-3-2 (abertura da boca, distância tireomentoniana, distância hiomentoniana), a classificação de Mallampati, a presença de obstrução e a mobilidade do pescoço. Durante a laringoscopia, a classificação de Cormack-Lehane é empregada para graduar a visualização da glote, auxiliando na decisão sobre a continuidade da intubação ou a adoção de técnicas alternativas. O manejo de uma via aérea difícil exige um algoritmo claro e a prontidão para escalar as intervenções, desde a laringoscopia convencional até a via aérea cirúrgica de emergência.

Perguntas Frequentes

O que significa o mnemônico LEMON na avaliação da via aérea difícil?

LEMON é um mnemônico para avaliação pré-intubação da via aérea difícil: Look (aparência externa), Evaluate (regra 3-3-2), Mallampati, Obstruction (obstrução da via aérea) e Neck mobility (mobilidade do pescoço). Cada item avalia um fator de risco para intubação difícil.

Como a classificação de Cormack-Lehane é utilizada durante a laringoscopia?

A classificação de Cormack-Lehane é usada para graduar a visualização da glote durante a laringoscopia direta. Grau I: glote totalmente visível; Grau II: apenas a parte posterior da glote visível; Grau III: apenas a epiglote visível; Grau IV: nenhuma estrutura glótica visível. Graus III e IV indicam via aérea difícil.

Quais são as implicações de uma via aérea difícil para o manejo anestésico?

Uma via aérea difícil implica na necessidade de um plano de manejo alternativo, incluindo a disponibilidade de equipamentos especializados (videolaringoscópios, bougies, máscaras laríngeas), a presença de pessoal experiente e, em alguns casos, a realização de intubação com o paciente acordado ou via aérea cirúrgica.

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