UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
O achado ao exame físico, na visita pré-anestésica, que mais corrobora um manejo potencialmente difícil das vias aéreas é:
Abertura de boca < 3 dedos (ou 4cm) = principal preditor de via aérea difícil no exame físico.
A avaliação pré-anestésica da via aérea é crucial para identificar pacientes com risco de intubação difícil. Uma abertura de boca limitada (inferior a 3 dedos ou 4 cm) é um dos preditores mais importantes, pois restringe o espaço para a inserção do laringoscópio e a visualização das cordas vocais.
A avaliação da via aérea é um componente crítico da visita pré-anestésica, visando identificar pacientes com risco de intubação difícil e planejar estratégias adequadas para garantir a segurança do paciente. A via aérea difícil é definida como a situação em que um anestesiologista treinado encontra dificuldade em ventilar o paciente com máscara facial, realizar a laringoscopia ou a intubação orotraqueal. A identificação precoce desses preditores permite a preparação de equipamentos e técnicas alternativas. Entre os achados do exame físico, a abertura de boca limitada (geralmente menos de 3 dedos ou 4 cm) é um dos preditores mais robustos de via aérea difícil. Outros fatores incluem a classificação de Mallampati (que avalia a visualização das estruturas orofaríngeas), a distância tireomentoniana (que reflete o espaço para a laringoscopia), a mobilidade cervical e a presença de deformidades faciais ou cervicais. A combinação de múltiplos preditores aumenta significativamente a probabilidade de uma via aérea difícil. O manejo de uma via aérea difícil exige um plano de ação claro, que pode incluir a utilização de dispositivos supraglóticos, videolaringoscopia, fibrobroncoscopia ou, em casos extremos, a cricotireoidostomia. Para residentes, o domínio da avaliação da via aérea e o conhecimento dos preditores de dificuldade são essenciais para a prática segura da anestesiologia e para a prevenção de complicações graves relacionadas à falha na intubação.
Os principais preditores de via aérea difícil incluem abertura de boca limitada (< 3 dedos), distância tireomentoniana curta (< 6,5 cm), classificação de Mallampati III ou IV, pescoço curto e grosso, mobilidade cervical reduzida e presença de dentes proeminentes ou mandíbula pequena.
A abertura de boca limitada é um forte preditor porque restringe o espaço para a inserção da lâmina do laringoscópio e dificulta a visualização da glote e das cordas vocais, tornando a intubação orotraqueal mais desafiadora ou impossível com técnicas convencionais.
A avaliação da via aérea na visita pré-anestésica é fundamental para identificar pacientes em risco de intubação difícil, permitindo que o anestesiologista planeje estratégias alternativas de manejo da via aérea, como uso de videolaringoscópio, fibrobroncoscopia ou intubação acordado, garantindo a segurança do paciente.
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