SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Fernanda é uma médica recém‑formada. Ela estava trabalhando em uma unidade de resgate avançado com todos os materiais disponíveis e foi chamada para atender um paciente adulto encontrado caído na via pública, o qual tinha indicação de intubação orotraqueal. Após a utilização da medicação pré‑intubação, Fernanda não conseguiu a via aérea definitiva após três tentativas e o paciente começou a desaturar. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser adotada nesse momento.
Falha em 3 tentativas de IOT + desaturação → Via aérea de resgate (Combitubo, Máscara Laríngea) antes de via aérea cirúrgica.
Em um cenário de 'não intuba, não ventila' ou falha repetida na intubação com desaturação, a prioridade é restabelecer a oxigenação. Dispositivos extraglóticos como o Combitubo ou a máscara laríngea são opções rápidas e eficazes para uma via aérea de resgate antes de procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
O manejo da via aérea é uma das habilidades mais críticas em medicina de emergência. A falha na intubação orotraqueal (IOT) e a incapacidade de ventilar o paciente podem levar rapidamente à hipóxia cerebral e morte. É fundamental seguir um algoritmo claro para via aérea difícil, que prioriza a oxigenação do paciente. Após falha em múltiplas tentativas de IOT e com o paciente desaturando, a situação evolui para um cenário de 'não intuba, não ventila'. Nesse ponto, a prioridade é oxigenar o paciente. Dispositivos extraglóticos, como o Combitubo ou a máscara laríngea, são projetados para serem inseridos rapidamente e fornecer ventilação adequada, servindo como uma ponte até uma via aérea definitiva ou para estabilização. A cricotireoidostomia (cirúrgica ou por punção) é uma via aérea cirúrgica de emergência, reservada para situações em que todas as outras tentativas de ventilação falharam e a vida do paciente está em risco iminente. Ela é mais invasiva e requer treinamento específico. A escolha do Combitubo como próxima etapa é apropriada por ser um método menos invasivo que a cricotireoidostomia cirúrgica e mais rápido que uma nova tentativa de IOT em um cenário de falha repetida.
Uma via aérea difícil é considerada quando há dificuldade em ventilar o paciente com máscara facial, dificuldade na laringoscopia ou na intubação orotraqueal. Fatores anatômicos ou patológicos podem contribuir para essa dificuldade.
Os dispositivos extraglóticos de resgate mais comuns incluem a máscara laríngea (LMA) e o Combitubo. Eles são projetados para serem inseridos cegamente e fornecer ventilação eficaz em situações de via aérea difícil, servindo como uma ponte para uma via aérea definitiva.
A cricotireoidostomia por punção envolve a inserção de um cateter através da membrana cricotireóidea para ventilação temporária. A cricotireoidostomia cirúrgica é um procedimento mais definitivo, onde uma incisão é feita para inserir um tubo traqueal, sendo indicada quando a ventilação por punção é insuficiente ou contraindicada.
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