HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Todos os seguintes, quando presentes, podem sinalizar um potencial dificuldade de manejo das vias aéreas, EXCETO:
Barba não é preditor de via aérea difícil; Mallampati 4, micrognatia e sexo masculino são.
A avaliação da via aérea é crucial antes de qualquer procedimento que exija intubação ou ventilação. Preditores de via aérea difícil incluem características anatômicas como micrognatia (queixo pequeno), pescoço curto, obesidade, e uma pontuação de Mallampati elevada (grau 3 ou 4). O sexo masculino é frequentemente associado a uma via aérea mais difícil que o feminino, mas a barba, por si só, não é um preditor direto de dificuldade.
A avaliação da via aérea é um componente crítico da segurança do paciente em anestesia e medicina de emergência. A identificação de uma via aérea difícil permite a preparação adequada e a mobilização de recursos para evitar complicações graves, como hipóxia e lesão cerebral. Uma via aérea difícil pode se manifestar como dificuldade na ventilação com máscara, na laringoscopia, na intubação traqueal ou na cricotireoidostomia. Diversos fatores anatômicos e clínicos são preditores de via aérea difícil. A escala de Mallampati, que avalia a visibilidade das estruturas orofaríngeas, é amplamente utilizada, com classes 3 e 4 indicando maior risco. Outros preditores incluem micrognatia (queixo pequeno), pescoço curto e grosso, obesidade, mobilidade cervical limitada, abertura da boca reduzida e presença de massas orofaríngeas. O sexo masculino, em algumas análises, é associado a uma maior incidência de via aérea difícil em comparação ao feminino, devido a diferenças anatômicas como a laringe mais anterior. A barba, embora possa dificultar a vedação da máscara facial para ventilação, não é um preditor direto de intubação traqueal difícil. A avaliação completa da via aérea deve ser sistemática e incluir a história do paciente, exame físico detalhado e, se necessário, exames complementares. A antecipação e o planejamento são fundamentais para o manejo seguro da via aérea difícil.
A avaliação de via aérea difícil inclui a escala de Mallampati, abertura da boca, distância tireomentoniana, mobilidade cervical, e a presença de fatores como obesidade, pescoço curto, micrognatia ou macroglossia. A regra LEMON (Look, Evaluate 3-3-2, Mallampati, Obstruction, Neck mobility) é um mnemônico útil.
A escala de Mallampati avalia a visibilidade das estruturas orofaríngeas. Um Mallampati classe 3 (apenas base da úvula visível) ou 4 (nenhuma estrutura visível além do palato mole) está associado a maior probabilidade de intubação difícil, pois indica uma língua grande em relação à orofaringe.
Em geral, homens tendem a ter uma laringe mais anterior e uma mandíbula mais robusta, o que pode dificultar a visualização das cordas vocais durante a laringoscopia. No entanto, a avaliação deve ser individualizada, pois há grande variação anatômica em ambos os sexos.
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