Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta com relação aos preditores de via aérea difícil:
Abertura oral < 3 dedos ou distância tireomentoniana < 3 dedos → ↑ risco de via aérea difícil.
A avaliação da via aérea é crucial antes de qualquer procedimento que envolva intubação. Uma abertura da cavidade oral menor que três dedos do paciente é um preditor importante de via aérea difícil, pois pode limitar a visualização da laringe durante a laringoscopia direta.
A avaliação da via aérea é um componente crítico da segurança do paciente em anestesia e emergência. A identificação de preditores de via aérea difícil permite que o profissional se prepare adequadamente, utilizando técnicas e equipamentos alternativos, minimizando riscos de complicações como hipóxia e lesão. Os preditores de via aérea difícil incluem uma série de características anatômicas e condições clínicas. A abertura da cavidade oral, medida em dedos do paciente, é um parâmetro simples e eficaz: uma abertura menor que três dedos sugere dificuldade na laringoscopia. Outros fatores incluem a distância tireomentoniana, a classificação de Mallampati, a mobilidade cervical e a presença de patologias como tumores ou infecções que distorcem a anatomia. É fundamental que médicos e residentes dominem a avaliação da via aérea e estejam preparados para gerenciar uma via aérea difícil. A antecipação e o planejamento são chaves para um desfecho seguro. Embora condições como trauma facial ou anafilaxia possam causar via aérea difícil, muitos casos ocorrem em pacientes sem essas condições, reforçando a necessidade de uma avaliação sistemática em todos os pacientes.
Os principais preditores anatômicos incluem abertura da cavidade oral limitada (<3 dedos), distância tireomentoniana curta (<3 dedos), retrognatia, macroglossia, pescoço curto e grosso, e mobilidade cervical reduzida.
A classificação de Mallampati avalia a visualização das estruturas orofaríngeas com a boca aberta e a língua protruída. Classes III e IV indicam menor visualização da úvula e pilares, correlacionando-se com maior risco de via aérea difícil.
A mobilidade cervical adequada, especialmente a extensão do pescoço, é essencial para alinhar os eixos oral, faríngeo e laríngeo, facilitando a visualização da glote durante a laringoscopia direta. Restrições de mobilidade aumentam o risco de intubação difícil.
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