Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Paciente de 24 anos masculino, vítima de acidente automobilístico carro x moto, a vítima condutor da moto estava com capacete de frente aberta e colidiu com o rosto no carro o que ocasionou várias lacerações e fraturas em ossos da face. O paciente foi socorrido pelo corpo de bombeiros e deu entrada na sala de emergência em prancha rígida e colar cervical. Ao exame paciente estava com Glasgow de 7, saturando 87% com máscara a 100% de oxigênio, sangramento ativo em face e cavidade oral, é possível palpar fratura de mandíbula e um afundamento em osso frontal. Paciente necessita de uma via aérea definitiva, portanto, você:
Glasgow < 8 ou via aérea comprometida → intubação orotraqueal é a primeira escolha, mesmo com trauma de face.
Em pacientes com trauma grave, Glasgow < 8 e comprometimento da via aérea (saturação baixa, sangramento), a intubação orotraqueal é a via aérea definitiva de escolha inicial. Embora o trauma de face e sangramento tornem o procedimento desafiador, a tentativa deve ser feita. A cricotireoidostomia é reservada para situações de 'não intuba, não ventila', e a traqueostomia é um procedimento mais eletivo.
O manejo da via aérea é a prioridade máxima no atendimento ao paciente traumatizado, seguindo os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS). Pacientes com trauma de face grave, sangramento ativo na cavidade oral e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8) apresentam um desafio significativo, pois a via aérea pode estar obstruída ou em risco iminente de obstrução, e a proteção contra aspiração é comprometida. A falha em estabelecer uma via aérea definitiva rapidamente pode levar a hipóxia cerebral e óbito. A fisiopatologia do trauma de face pode incluir fraturas que deslocam estruturas anatômicas, edema e sangramento que comprometem a patência da via aérea. O rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7) indica a necessidade urgente de proteção da via aérea. A intubação orotraqueal (IOT) é o método preferencial para estabelecer uma via aérea definitiva na maioria das emergências. Embora o trauma de face possa dificultar a laringoscopia e a passagem do tubo, a tentativa deve ser realizada por um profissional experiente, utilizando técnicas como laringoscopia com vídeo ou outras estratégias para via aérea difícil. Em caso de falha na IOT, ou se a via aérea estiver completamente inacessível por via oral/nasal, a cricotireoidostomia de urgência é o próximo passo, sendo um procedimento cirúrgico rápido para estabelecer uma via aérea. A traqueostomia de urgência é um procedimento mais complexo e demorado, geralmente não sendo a primeira escolha em uma emergência. A máscara laríngea não é considerada uma via aérea definitiva, pois não protege totalmente contra aspiração em pacientes com sangramento ativo e Glasgow baixo. Portanto, a tentativa de IOT é a conduta inicial mais apropriada, com planos de contingência para via aérea cirúrgica.
Uma via aérea definitiva é indicada em pacientes traumatizados com Glasgow < 8, incapacidade de proteger a via aérea (ex: sangramento ativo, vômito), obstrução da via aérea, hipoxemia refratária ou necessidade de ventilação mecânica prolongada.
A intubação orotraqueal é a primeira escolha por ser o método mais rápido e familiar para a maioria dos profissionais. Embora o trauma de face e sangramento dificultem, a tentativa deve ser feita. Em caso de falha ou impossibilidade, então se considera uma via aérea cirúrgica de emergência.
A cricotireoidostomia é um procedimento de emergência para estabelecer uma via aérea cirúrgica rápida, indicado em situações de 'não intuba, não ventila'. A traqueostomia é um procedimento cirúrgico mais complexo e demorado, geralmente realizado em ambiente controlado para via aérea definitiva prolongada ou quando a cricotireoidostomia é contraindicada.
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