HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Mulher de 77 anos, vítima de queda de escada, deu entrada do pronto-socorro (trazida por familiares) inconsciente. PA = 130 95 mmHg, FC = 72, FR = 16, Sat. O₂ de 88%, com sinal de fratura mandibular e trauma contuso em calota craniana (região parietal direita). Sinal de Guaxinim e da Batalha presentes. A sequência mais indicada de técnicas para uma via aérea definitiva nesse caso é:
Trauma craniofacial + inconsciência + hipóxia + fratura mandibular → via aérea cirúrgica se IOT difícil/contraindicada.
Pacientes com trauma craniofacial grave, inconsciência, hipóxia e fratura mandibular têm alto risco de via aérea difícil. Sinais de Guaxinim e da Batalha indicam trauma de base de crânio, contraindicando intubação nasotraqueal. A intubação orotraqueal é a primeira escolha, mas se falhar ou for inviável, a cricotireoidostomia cirúrgica é a via aérea definitiva mais rápida.
Pacientes vítimas de trauma com rebaixamento do nível de consciência e lesões craniofaciais graves representam um desafio crítico para o manejo da via aérea. A hipóxia (Sat. O₂ de 88%) e a inconsciência são indicações claras para uma via aérea definitiva. A presença de fratura mandibular e trauma contuso em calota craniana, juntamente com os sinais de Guaxinim (equimose periorbitária) e da Batalha (equimose retroauricular), sugerem fratura de base de crânio. Nesse cenário, a intubação nasotraqueal é formalmente contraindicada devido ao risco de penetração intracraniana. A intubação orotraqueal (IOT) é a primeira escolha para via aérea definitiva, mas deve ser realizada com cautela, mantendo a estabilização cervical e, preferencialmente, com o uso de fio guia para facilitar o acesso e reduzir o número de tentativas. A flexão da coluna cervical é contraindicada em trauma, pois pode agravar lesões medulares. Se a IOT for difícil ou impossível devido às lesões faciais ou à anatomia, a cricotireoidostomia cirúrgica torna-se a via aérea definitiva de escolha. É um procedimento rápido e eficaz para garantir a oxigenação e ventilação em situações de 'não intuba, não ventila' ou quando a IOT é inviável.
A intubação nasotraqueal é contraindicada em casos de suspeita de fratura de base de crânio (indicada por sinais como Guaxinim e Batalha) devido ao risco de introdução do tubo na cavidade intracraniana.
A sequência envolve avaliação rápida, manobras de abertura da via aérea (jaw thrust), aspiração, ventilação com ambu-máscara e O2, e então tentativa de intubação orotraqueal. Se esta falhar ou for contraindicada, a cricotireoidostomia cirúrgica é a próxima etapa.
A cricotireoidostomia é mais rápida e tecnicamente mais simples de ser realizada em ambiente de emergência do que a traqueostomia, sendo a via aérea cirúrgica de escolha para situações agudas de 'não intuba, não ventila'.
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