Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 60 anos vai ao médico com história de dor abdominal intermitente no último mês. A paciente relata que a dor é localizada no abdome superior direito e que não muda com a ingestão de alimentos. Ela não apresentou náuseas, vômitos ou alteração de peso. Ela tem história de hipertensão e hiperlipidemia. Ela não fuma. Ela bebe de 1 a 2 copos de vinho por dia. Os medicamentos atuais incluem captopril e atorvastatina. O exame físico mostra uma massa pequena e firme no quadrante superior direito. Os estudos de laboratório estão dentro da faixa de referência. Uma tomografia computadorizada do abdômen é realizada e mostra uma lesão opaca no quadrante superior direito, sugestiva de calcificação da vesícula biliar. A condição dessa paciente a coloca em maior risco de desenvolver qual dos seguintes?
Vesícula em porcelana = alto risco de adenocarcinoma de vesícula biliar → indicação de colecistectomia profilática.
A vesícula em porcelana, caracterizada pela calcificação da parede da vesícula biliar, é uma condição rara, mas classicamente associada a um risco significativamente aumentado de desenvolver adenocarcinoma de vesícula biliar. Devido a esse risco, a colecistectomia profilática é geralmente recomendada para pacientes com essa condição.
A vesícula em porcelana é uma entidade clínica rara, caracterizada pela calcificação da parede da vesícula biliar. Embora sua prevalência seja baixa, sua importância reside na forte associação com o adenocarcinoma de vesícula biliar, uma neoplasia agressiva com prognóstico geralmente reservado. A condição é mais comum em mulheres e em pacientes com história de colelitíase crônica, sugerindo que a inflamação crônica e a estase biliar desempenham um papel na sua patogênese. A fisiopatologia exata da vesícula em porcelana não é completamente compreendida, mas acredita-se que seja resultado de inflamação crônica da parede da vesícula biliar, muitas vezes associada à colelitíase, levando à deposição de sais de cálcio. O diagnóstico é frequentemente incidental, realizado por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou radiografia simples de abdômen, que revelam a calcificação da parede. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal superior direita inespecífica e achados radiológicos de calcificação. Devido ao risco aumentado de malignidade (estimado entre 2% e 60% em algumas séries, embora haja controvérsias sobre a magnitude exata), a conduta padrão para a vesícula em porcelana é a colecistectomia profilática. A remoção cirúrgica da vesícula biliar visa prevenir o desenvolvimento do câncer. O prognóstico é excelente se a colecistectomia for realizada antes do desenvolvimento de malignidade. Pontos de atenção incluem a necessidade de diferenciar a calcificação total da parede (que tem maior risco) de calcificações parciais ou focais, e a importância de uma discussão multidisciplinar para individualizar a conduta, especialmente em pacientes com alto risco cirúrgico.
A vesícula em porcelana é uma condição rara onde a parede da vesícula biliar se torna calcificada, adquirindo uma aparência esbranquiçada ou azulada. É geralmente diagnosticada incidentalmente em exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do abdômen.
A principal e mais grave complicação é o desenvolvimento de adenocarcinoma de vesícula biliar. O risco de malignidade é significativamente elevado em pacientes com vesícula em porcelana, justificando uma abordagem proativa.
Devido ao alto risco de malignidade, a colecistectomia profilática (remoção cirúrgica da vesícula biliar) é a conduta recomendada para a maioria dos pacientes com vesícula em porcelana, mesmo que assintomáticos.
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