VPPB: Diagnóstico e Manejo da Vertigem Postural Paroxística Benigna

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 55 anos, feminino, relata para o médico da Unidade de Saúde da área de abrangência de sua residência que há mais de 02 meses tem apresentado crises de vertigem rotatória de curta duração e forte intensidade, desencadeados a partir de movimentos rápidos da cabeça. Apresenta receitas do serviço de pronto atendimento com prescrições de bloqueadores de canal de cálcio, antieméticos e ansiolíticos, com a queixa de recorrência das crises mesmo com o uso dos medicamentos. Ao realizar a manobra de Dix-Hallpike (promoção de brusco e rápido movimento de deitar da cabeça), o médico de família estabelece o diagnóstico de:

Alternativas

  1. A) Fístula Perilinfática.
  2. B) Síndrome de Ramsay-Hunt. 
  3. C) Doença de Ménière.
  4. D) Vertigem Postural Paroxística Benigna.
  5. E) Tumor do Ângulo Ponto-Cerebelar. 

Pérola Clínica

Vertigem rotatória curta/intensa + desencadeada por movimento + Dix-Hallpike positivo → VPPB.

Resumo-Chave

A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica. Caracteriza-se por episódios súbitos e breves de vertigem rotatória, desencadeados por mudanças na posição da cabeça. O diagnóstico é clínico e confirmado pela manobra de Dix-Hallpike, que provoca nistagmo e vertigem.

Contexto Educacional

A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais frequente de vertigem periférica, afetando principalmente adultos mais velhos. É caracterizada por episódios súbitos e breves (geralmente < 1 minuto) de vertigem rotatória de forte intensidade, desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como deitar, levantar, virar na cama ou olhar para cima. A fisiopatologia envolve o deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior. O diagnóstico da VPPB é essencialmente clínico e é confirmado pela manobra de Dix-Hallpike. Durante essa manobra, o paciente é rapidamente posicionado deitado com a cabeça pendente e virada para um lado, o que provoca a vertigem e um nistagmo característico (rotatório e torsional, com latência e fatigabilidade). A direção do nistagmo indica o canal semicircular afetado. O tratamento da VPPB não se baseia em medicamentos, que são ineficazes a longo prazo, mas sim em manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley. Essas manobras visam realocar as otocônias de volta para o utrículo, aliviando os sintomas na maioria dos pacientes. É crucial que residentes saibam identificar e tratar a VPPB, evitando o uso desnecessário de fármacos e proporcionando alívio rápido aos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas característicos da Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB)?

A VPPB é caracterizada por episódios súbitos e breves (geralmente menos de 1 minuto) de vertigem rotatória de forte intensidade, desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como deitar, levantar, virar na cama ou olhar para cima.

Como a manobra de Dix-Hallpike confirma o diagnóstico de VPPB?

A manobra de Dix-Hallpike é diagnóstica quando, ao posicionar rapidamente o paciente deitado com a cabeça pendente e virada para um lado, ela provoca vertigem e um nistagmo característico (rotatório e torsional), com latência e fatigabilidade.

Qual o tratamento mais eficaz para a Vertigem Postural Paroxística Benigna?

O tratamento mais eficaz para a VPPB são as manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley. Essas manobras visam realocar as otocônias deslocadas de volta para o utrículo, aliviando os sintomas na maioria dos pacientes.

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