HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Mulher, 66 anos, vem à consulta na Unidade de Saúde com queixa recorrente de que os "objetos giram ao seu redor". Refere que o quadro dura menos de um minuto e é desencadeado toda vez que olha para cima e/ou se vira na cama. Apresenta náuseas, mas nega vómitos, zumbido ou hipoacusia. Em relação ao caso, afirma-se:I. A manobra de Epley é o tratamento mais frequentemente utilizado e leva à resolução dos sintomas.II. A história clínica e a manobra de Dix-Hallpike positiva sugerem o diagnóstico de labirintite.III. Espera-se que, na pesquisa de nistagmo, este seja vertical ou bidirecional. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
VPPB: Vertigem posicional breve, náuseas, Dix-Hallpike +, Manobra de Epley = tratamento eficaz.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizada por episódios breves de tontura rotatória desencadeados por mudanças de posição da cabeça. O diagnóstico é clínico e confirmado pela manobra de Dix-Hallpike, e o tratamento de escolha é a manobra de reposicionamento de partículas (Epley), que geralmente resolve os sintomas.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais prevalente de vertigem periférica, afetando milhões de pessoas globalmente. Caracteriza-se por episódios súbitos e breves de tontura rotatória, frequentemente acompanhados de náuseas, desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça. Embora benigna, a VPPB pode ser altamente incapacitante e impactar significativamente a qualidade de vida. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para residentes em diversas especialidades. A fisiopatologia da VPPB envolve o deslocamento de otocônios (cristais de carbonato de cálcio, também conhecidos como otolitos) da mácula do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior. Quando a cabeça se move, esses otolitos deslocados causam um movimento anormal da endolinfa, estimulando as células ciliadas e gerando a sensação de vertigem. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história característica e confirmado pela manobra de Dix-Hallpike, que provoca a vertigem e um nistagmo típico (latência, fadiga, duração limitada, rotatório-vertical). O tratamento da VPPB é altamente eficaz e consiste em manobras de reposicionamento de partículas, sendo a manobra de Epley a mais utilizada para o canal semicircular posterior. Essas manobras visam mover os otolitos de volta para o utrículo, aliviando os sintomas em uma ou poucas sessões. É fundamental diferenciar a VPPB de outras causas de vertigem, como labirintite ou vertigem central, para garantir o tratamento adequado e evitar investigações desnecessárias. O prognóstico é excelente com o tratamento correto, embora recorrências possam ocorrer.
Os sintomas incluem episódios súbitos e breves (geralmente <1 minuto) de vertigem rotatória, desencadeados por movimentos específicos da cabeça, como olhar para cima, virar na cama ou inclinar a cabeça. Náuseas podem estar presentes.
A manobra de Dix-Hallpike é o teste diagnóstico padrão-ouro, provocando a vertigem e o nistagmo característicos (latência, fadiga, duração limitada, rotatório-vertical) ao posicionar a cabeça do paciente de forma a estimular o canal semicircular afetado.
A manobra de Epley visa reposicionar os otolitos (cristais de carbonato de cálcio) que se deslocaram para os canais semicirculares, movendo-os de volta para o utrículo, onde não causam sintomas.
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