HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher de 45 anos procura atendimento relatando tonturas rotatórias há quinze dias. Os episódios são curtos, com menos de um minuto de duração, e associados a certos movimentos cervicais específicos. Nega cervicalgia, hipoacusia ou zumbido associados. Relata ainda que as crises começaram após período de recuperação de uma cirurgia que a fez permanecer acamada por cinco dias. A melhor opção terapêutica neste caso é:
Vertigem rotatória curta, desencadeada por movimento específico, sem sintomas auditivos → VPPB, tratar com manobras de reposicionamento.
O quadro clínico é altamente sugestivo de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), caracterizada por vertigem rotatória de curta duração, desencadeada por mudanças de posição da cabeça. O repouso prolongado é um fator de risco. O tratamento de escolha são as manobras de reposicionamento, como a Manobra de Epley.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, resultando do deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para os canais semicirculares, mais frequentemente o posterior. É crucial para residentes reconhecerem o padrão clínico, pois o diagnóstico e tratamento são diretos e altamente eficazes. O diagnóstico é clínico, com a história de vertigem rotatória de curta duração desencadeada por movimentos específicos da cabeça. O teste de Dix-Hallpike é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e identificar o canal afetado, observando o nistagmo característico (latência, duração, fatigabilidade e direção). Fatores de risco incluem trauma craniano, repouso prolongado e idade avançada. O tratamento de escolha para VPPB são as manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley, que visam mover as otocônias de volta ao utrículo. Essas manobras são altamente eficazes e curativas na maioria dos casos, evitando o uso desnecessário de medicamentos sintomáticos, que geralmente não resolvem a causa subjacente da vertigem.
A VPPB é caracterizada por episódios súbitos e curtos de vertigem rotatória, geralmente com duração de segundos a um minuto, desencadeados por movimentos específicos da cabeça, como deitar, levantar ou virar na cama.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e confirmado pelo teste de Dix-Hallpike, que reproduz a vertigem e o nistagmo característico (latência, duração limitada, fatigabilidade) ao posicionar a cabeça do paciente de forma específica.
As manobras mais comuns são a Manobra de Epley (para canal posterior, o mais comum) e a Manobra de Semont, que visam reposicionar as otocônias deslocadas de volta ao utrículo, aliviando os sintomas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo