Tontura: Diagnóstico Diferencial e Exames Iniciais

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022

Enunciado

Considere dois pacientes que buscaram atendimento médico no ambulatório de um hospital com queixa de tonteira. O paciente A é um homem de 73 anos de idade, hipertenso, com relato de sensação de rotação do ambiente que acontece pela manhã, ao se levantar da cama, associada à náusea, que passa muito rapidamente, embora ele permaneça por alguns minutos sudorético, nauseado e com as mãos frias. A paciente B é uma mulher de 54 anos de idade, hipertensa e diabética, com relato de sensação de desmaio, sudorese,palpitações e escurecimento visual que podem acontecer em repouso ou esforço, e duram alguns minutos, com remissão espontânea.Considerando as prováveis origens das tonteiras desses pacientes, os exames inicialmente indicados para auxílio diagnóstico são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) manobra de Dix-Hallpike e eletrocardiograma (ECG).
  2. B) eletronistagmografia e Holter de 24 horas.
  3. C) Holter de 24 horas e manobra de Dix-Hallpike.
  4. D) eletronistagmografia e ECG.

Pérola Clínica

Vertigem rotatória postural → VPPB (Dix-Hallpike); Pré-síncope com palpitações → causa cardíaca (ECG).

Resumo-Chave

O paciente A descreve vertigem rotatória desencadeada por mudança de posição, típica de VPPB, que é diagnosticada pela manobra de Dix-Hallpike. A paciente B relata pré-síncope com sintomas autonômicos e palpitações, sugerindo causa cardíaca, sendo o ECG o exame inicial para avaliação.

Contexto Educacional

A queixa de tontura é comum e desafiadora na prática clínica, exigindo uma anamnese detalhada para diferenciar suas diversas etiologias. É fundamental distinguir entre vertigem (sensação de rotação do ambiente ou do próprio corpo), pré-síncope (sensação de desmaio iminente), desequilíbrio (instabilidade postural) e tontura inespecífica. A idade e comorbidades dos pacientes, como hipertensão e diabetes, são fatores importantes a serem considerados. No caso do paciente A, a descrição de "sensação de rotação do ambiente que acontece pela manhã, ao se levantar da cama, associada à náusea, que passa muito rapidamente" é clássica de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). A VPPB é a causa mais comum de vertigem periférica e é diagnosticada pela manobra de Dix-Hallpike, que reproduz os sintomas e o nistagmo característico. A paciente B relata "sensação de desmaio, sudorese, palpitações e escurecimento visual que podem acontecer em repouso ou esforço, e duram alguns minutos, com remissão espontânea". Este quadro é altamente sugestivo de pré-síncope, frequentemente de origem cardiovascular, como arritmias cardíacas. Nesses casos, o eletrocardiograma (ECG) é o exame inicial mais indicado para rastrear alterações de ritmo ou condução que possam justificar os sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais as características da vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)?

A VPPB é caracterizada por episódios breves de vertigem rotatória intensa, desencadeados por mudanças rápidas na posição da cabeça, como levantar da cama ou virar na cama, frequentemente acompanhada de náuseas.

Como a manobra de Dix-Hallpike auxilia no diagnóstico da VPPB?

A manobra de Dix-Hallpike provoca a vertigem e o nistagmo característicos da VPPB ao posicionar a cabeça do paciente de forma a deslocar os otólitos nos canais semicirculares, confirmando o diagnóstico.

Quais são os sinais de alerta para uma causa cardíaca de tontura ou pré-síncope?

Sinais de alerta incluem tontura associada a palpitações, dor torácica, dispneia, escurecimento visual, sudorese, e que ocorre em repouso ou esforço, sugerindo arritmias ou outras disfunções cardíacas.

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