UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Paciente de 34 anos, sexo feminino, procura assistência médica devido à tontura. Refere episódios de vertigem, com duração de segundos, relacionados exclusivamente com o movimento da cabeça. Nega perda auditiva ou a presença de tinnitus. Qual o diagnóstico mais provável dessa paciente?
Vertigem de segundos, desencadeada por movimento da cabeça, sem sintomas auditivos → VPPB.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizada por episódios breves de vertigem (segundos a minutos) desencadeados por mudanças na posição da cabeça. A ausência de perda auditiva ou tinnitus ajuda a diferenciá-la de outras causas vestibulares.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais frequente de vertigem periférica, afetando principalmente adultos. Caracteriza-se por episódios súbitos e breves de vertigem, que duram segundos a um minuto, desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como deitar-se, virar-se na cama, olhar para cima ou para baixo. A fisiopatologia envolve o deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior, causando uma resposta vestibular exagerada ao movimento. O diagnóstico da VPPB é essencialmente clínico. A história do paciente, com a descrição de vertigem de curta duração e relacionada a movimentos específicos da cabeça, é altamente sugestiva. A ausência de sintomas auditivos associados, como perda auditiva ou tinnitus, é um diferencial importante em relação a outras vestibulopatias, como a Doença de Ménière ou o Schwannoma vestibular. A Manobra de Dix-Hallpike é o teste diagnóstico padrão-ouro, que reproduz a vertigem e o nistagmo característicos. O tratamento da VPPB é altamente eficaz e consiste em manobras de reposicionamento otolítico, como a Manobra de Epley, que visam mover as otocônias de volta para o utrículo. Essas manobras podem ser realizadas no consultório e geralmente proporcionam alívio imediato dos sintomas. É crucial para residentes e clínicos gerais saber identificar e manejar a VPPB, pois é uma condição comum e tratável, que pode causar grande desconforto aos pacientes.
A VPPB ocorre devido ao deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior, causando estimulação inadequada do canal com o movimento da cabeça.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e confirmado pela Manobra de Dix-Hallpike, que provoca a vertigem e o nistagmo característicos.
O tratamento consiste em manobras de reposicionamento otolítico, como a Manobra de Epley, que visam realocar as otocônias para fora dos canais semicirculares.
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