Vertigem Posicional Paroxística Benigna: Diagnóstico e Manejo

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 34 anos, sexo feminino, procura assistência médica devido à tontura. Refere episódios de vertigem, com duração de segundos, relacionados exclusivamente com o movimento da cabeça. Nega perda auditiva ou a presença de tinnitus. Qual o diagnóstico mais provável dessa paciente? 

Alternativas

  1. A) Doença de Ménière.
  2. B) Vertigem posicional paroxística benigna. 
  3. C) Migrânea vestibular.
  4. D) Schwannoma vestibular.
  5. E) Ataque isquêmico transitório de circulação cerebral posterior.

Pérola Clínica

Vertigem de segundos, desencadeada por movimento da cabeça, sem sintomas auditivos → VPPB.

Resumo-Chave

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizada por episódios breves de vertigem (segundos a minutos) desencadeados por mudanças na posição da cabeça. A ausência de perda auditiva ou tinnitus ajuda a diferenciá-la de outras causas vestibulares.

Contexto Educacional

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais frequente de vertigem periférica, afetando principalmente adultos. Caracteriza-se por episódios súbitos e breves de vertigem, que duram segundos a um minuto, desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como deitar-se, virar-se na cama, olhar para cima ou para baixo. A fisiopatologia envolve o deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior, causando uma resposta vestibular exagerada ao movimento. O diagnóstico da VPPB é essencialmente clínico. A história do paciente, com a descrição de vertigem de curta duração e relacionada a movimentos específicos da cabeça, é altamente sugestiva. A ausência de sintomas auditivos associados, como perda auditiva ou tinnitus, é um diferencial importante em relação a outras vestibulopatias, como a Doença de Ménière ou o Schwannoma vestibular. A Manobra de Dix-Hallpike é o teste diagnóstico padrão-ouro, que reproduz a vertigem e o nistagmo característicos. O tratamento da VPPB é altamente eficaz e consiste em manobras de reposicionamento otolítico, como a Manobra de Epley, que visam mover as otocônias de volta para o utrículo. Essas manobras podem ser realizadas no consultório e geralmente proporcionam alívio imediato dos sintomas. É crucial para residentes e clínicos gerais saber identificar e manejar a VPPB, pois é uma condição comum e tratável, que pode causar grande desconforto aos pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo fisiopatológico da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)?

A VPPB ocorre devido ao deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior, causando estimulação inadequada do canal com o movimento da cabeça.

Como é feito o diagnóstico da VPPB?

O diagnóstico é clínico, baseado na história e confirmado pela Manobra de Dix-Hallpike, que provoca a vertigem e o nistagmo característicos.

Qual o tratamento para a VPPB?

O tratamento consiste em manobras de reposicionamento otolítico, como a Manobra de Epley, que visam realocar as otocônias para fora dos canais semicirculares.

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