VPPB: Diagnóstico da Vertigem Posicional Paroxística Benigna

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

M. M., 57 anos de idade, sexo feminino, auxiliar de serviços gerais, vem a consulta em Unidade Básica de Saúde com relato de apresentar tontura na cabeça há duas semanas. Quando questionada, descreve episódios vertiginosos, como se as coisas estivessem girando ao seu redor, que duram menos de um minuto, que aparecem algumas vezes ao dia e pioram com a movimentação da cabeça. Qual é o diagnóstico para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Neurite vestibular aguda.
  2. B) Labirintite.
  3. C) Vertigem posicional paroxística benigna.
  4. D) Doença de Meniere.

Pérola Clínica

Vertigem de curta duração (<1 min), desencadeada por movimentos da cabeça, recorrente → VPPB.

Resumo-Chave

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizada por episódios súbitos e breves de vertigem rotatória, desencadeados por mudanças na posição da cabeça. É causada pelo deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) para os canais semicirculares.

Contexto Educacional

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, sendo responsável por uma parcela significativa das queixas de tontura em ambulatórios. Sua prevalência aumenta com a idade, e é crucial para residentes saberem identificá-la corretamente, pois o tratamento é simples e altamente eficaz. A VPPB é causada pelo deslocamento de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior. Clinicamente, a VPPB se manifesta por episódios breves de vertigem rotatória, geralmente com duração inferior a 60 segundos, que são desencadeados por movimentos específicos da cabeça, como virar na cama, olhar para cima ou inclinar a cabeça. Não costuma haver outros sintomas otológicos associados, como zumbido ou perda auditiva. O diagnóstico é confirmado pela Manobra de Dix-Hallpike, que reproduz a vertigem e o nistagmo característicos. O tratamento da VPPB é realizado através de manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley, que visam realocar as otocônias para o utrículo. Essas manobras são altamente eficazes, proporcionando alívio dos sintomas em uma grande porcentagem dos pacientes após uma ou poucas sessões. É fundamental diferenciar a VPPB de outras causas de vertigem, como neurite vestibular, labirintite ou Doença de Meniere, que possuem apresentações clínicas e abordagens terapêuticas distintas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas característicos da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)?

A VPPB é caracterizada por episódios súbitos de vertigem rotatória (sensação de que o ambiente gira), que duram menos de um minuto e são desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como deitar, levantar ou virar na cama.

Como é feito o diagnóstico da VPPB?

O diagnóstico da VPPB é clínico, baseado na história do paciente e confirmado pela Manobra de Dix-Hallpike, que provoca a vertigem e o nistagmo característicos ao posicionar a cabeça do paciente de forma específica, confirmando a presença de otocônias nos canais semicirculares.

Qual o tratamento para a Vertigem Posicional Paroxística Benigna?

O tratamento da VPPB consiste em manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley, que visam mover as otocônias deslocadas de volta para o utrículo, aliviando os sintomas na maioria dos pacientes de forma rápida e eficaz.

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