Vertigem Posicional Paroxística Benigna: Diagnóstico com Dix-Hallpike

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 63 anos procurou a unidade básica de saúde, com queixa de episódios recorrentes de vertigem iniciados há três meses. A paciente relatou que esses episódios eram mais frequentes pela manhã, ao levantar-se, e negou quaisquer outros sintomas associados. Ao exame neurológico, apresentou nistagmo horizontal bilateral. O teste de Weber não evidenciou lateralização e o teste de Rinne mostrou tempo de condução aérea superior à óssea. Nesse caso, o exame mais indicado para diagnóstico etiológico da vertigem é:

Alternativas

  1. A) manobra de Dix-Hallpike
  2. B) ressonância magnética
  3. C) audiometria
  4. D) otoscopia

Pérola Clínica

Vertigem posicional, matinal, sem outros sintomas otológicos/neurológicos → Manobra de Dix-Hallpike para VPPB.

Resumo-Chave

A descrição da paciente (vertigem recorrente, matinal, ao levantar, sem outros sintomas associados, com nistagmo horizontal bilateral) é altamente sugestiva de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB). A manobra de Dix-Hallpike é o teste padrão-ouro para diagnosticar a VPPB, pois provoca a vertigem e o nistagmo característicos.

Contexto Educacional

A vertigem é uma queixa comum na prática clínica, e a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais frequente de vertigem periférica. É crucial para o residente saber identificar os sinais e sintomas característicos da VPPB para um diagnóstico e manejo adequados, evitando exames desnecessários e custosos. A VPPB é causada pelo deslocamento de otólitos (cristais de carbonato de cálcio) da mácula do utrículo para um dos canais semicirculares, mais comumente o posterior. Isso leva a episódios de vertigem de curta duração (segundos a um minuto), desencadeados por movimentos específicos da cabeça. A ausência de outros sintomas neurológicos ou otológicos (como perda auditiva, zumbido, plenitude auricular) é um forte indicativo de VPPB. A manobra de Dix-Hallpike é o teste diagnóstico padrão-ouro para VPPB. Durante a manobra, o examinador move rapidamente o paciente da posição sentada para a supina com a cabeça virada para um lado e estendida. A presença de vertigem e nistagmo (geralmente rotatório e com latência) confirma o diagnóstico. Uma vez diagnosticada, a VPPB pode ser tratada com manobras de reposicionamento de partículas, como a manobra de Epley, que são altamente eficazes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)?

A VPPB é caracterizada por episódios breves de vertigem que são desencadeados por mudanças específicas na posição da cabeça, como levantar-se da cama, virar na cama ou olhar para cima. Geralmente não há outros sintomas otológicos ou neurológicos associados.

Como a manobra de Dix-Hallpike ajuda no diagnóstico da VPPB?

A manobra de Dix-Hallpike é um teste provocativo que, ao posicionar a cabeça do paciente de forma específica, desloca os otólitos nos canais semicirculares, desencadeando a vertigem e um nistagmo característico, confirmando o diagnóstico de VPPB.

Por que outros exames como audiometria ou ressonância magnética não seriam a primeira escolha neste caso?

A audiometria avalia a audição e a ressonância magnética avalia estruturas cerebrais e do nervo vestibulococlear. Embora importantes em outros tipos de vertigem, não são a primeira escolha para VPPB, que tem um diagnóstico clínico específico e uma manobra diagnóstica própria.

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