VPPB: Diagnóstico com Manobra de Dix-Hallpike

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 62 anos de idade, é levado a um pronto atendimento com queixa de tontura e sensação de que o ambiente está girando. Refere ter tido náusea e nega traumatismo cranioencefálico. A manobra clínica que deve ser realizada para confirmação da principal hipótese diagnóstica para este paciente, dentre as abaixo, é manobra de

Alternativas

  1. A) DIX-Hallpike sem componente rotatório do nistagmo.
  2. B) DIX-Hallpike com componente rotatório do nistagmo batendo para a orelha de baixo.
  3. C) Epley sem componente rotatório do nistagmo.
  4. D) Epley com componente rotatório do nistagmo batendo para a orelha de baixo.

Pérola Clínica

VPPB → Manobra de Dix-Hallpike com nistagmo rotatório batendo para a orelha de baixo confirma o diagnóstico.

Resumo-Chave

A VPPB é a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizada por tontura rotatória breve desencadeada por mudanças de posição. A manobra de Dix-Hallpike é diagnóstica, revelando um nistagmo rotatório e fatigável que bate para a orelha afetada.

Contexto Educacional

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica, resultando de otocônias (cristais de carbonato de cálcio) que se desprendem do utrículo e migram para um dos canais semicirculares, mais frequentemente o posterior. A condição é caracterizada por episódios breves de vertigem rotatória desencadeados por mudanças na posição da cabeça, como deitar-se, levantar-se ou virar na cama. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido à sua alta prevalência e tratamento eficaz. O diagnóstico da VPPB é clínico e confirmado pela manobra de Dix-Hallpike. Durante essa manobra, o paciente é rapidamente movido de uma posição sentada para deitada, com a cabeça virada 45 graus para um lado e estendida 30 graus. A presença de vertigem e um nistagmo rotatório e fatigável, que bate para a orelha de baixo (o lado afetado), confirma o diagnóstico. A latência do nistagmo e sua duração são características importantes. O tratamento da VPPB é realizado através de manobras de reposicionamento de partículas, sendo a manobra de Epley a mais utilizada para o canal semicircular posterior. O prognóstico é excelente, com alta taxa de sucesso e alívio dos sintomas. É importante orientar o paciente sobre a benignidade da condição e a eficácia do tratamento, além de diferenciar a VPPB de outras causas de tontura, como vertigem central.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)?

A VPPB é caracterizada por episódios súbitos e breves de tontura rotatória intensa, desencadeados por movimentos específicos da cabeça, como deitar-se, virar na cama ou olhar para cima, frequentemente acompanhados de náuseas.

Como a manobra de Dix-Hallpike ajuda a diagnosticar a VPPB?

A manobra de Dix-Hallpike provoca a vertigem e o nistagmo característicos da VPPB ao posicionar a cabeça do paciente de forma a estimular o canal semicircular afetado, geralmente o posterior, devido ao deslocamento das otocônias.

Qual a diferença entre a manobra de Dix-Hallpike e a manobra de Epley?

A manobra de Dix-Hallpike é diagnóstica, utilizada para confirmar a VPPB e identificar o lado afetado. A manobra de Epley é terapêutica, empregada para reposicionar as otocônias deslocadas de volta ao utrículo, aliviando os sintomas.

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