VPPB: Diagnóstico e Manejo na Atenção Primária

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

Maria, 68 anos, procura a Unidade Básica de Saúde relatando episódios de tontura nos últimos dias. Ela descreve que “tudo gira ao seu redor” quando deita ou vira a cabeça para o lado direito. Os episódios duram menos de 1 minuto, são recorrentes e vêm acompanhados de náusea, mas sem perda auditiva ou zumbido. Diante desse quadro, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Doença de Ménière.
  2. B) Tontura inespecífica.
  3. C) Vertigem posicional paroxística benigna.
  4. D) Neurite vestibular Vertigem posicional paroxística benigna.

Pérola Clínica

Vertigem súbita < 1 min ao mudar posição da cabeça + Dix-Hallpike (+) = VPPB.

Resumo-Chave

A VPPB é a causa mais comum de vertigem periférica, causada pelo deslocamento de otocônias para os canais semicirculares, sendo diagnosticada pela manobra de Dix-Hallpike.

Contexto Educacional

A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) ocorre devido à canalitíase ou cupulolitíase. O quadro clássico é de vertigem rotatória breve desencadeada por movimentos específicos, como deitar-se ou olhar para cima. O diagnóstico é clínico e confirmado pela observação de nistagmo posicional característico durante a manobra de Dix-Hallpike. É uma condição benigna com alta taxa de resolução após manobras de reposicionamento.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar VPPB de Doença de Ménière?

A VPPB dura segundos e é desencadeada por movimentos da cabeça. O Ménière dura horas, apresenta zumbido, plenitude auricular e perda auditiva flutuante progressiva.

Qual o canal semicircular mais comumente afetado na VPPB?

O canal semicircular posterior é afetado em cerca de 85-95% dos casos devido à sua posição anatômica dependente, onde os otólitos tendem a se acumular por gravidade.

Como é realizado o tratamento definitivo da VPPB?

O tratamento consiste em manobras de reposicionamento de partículas, como a Manobra de Epley para o canal posterior, que visa retornar os otólitos ao utrículo através de movimentos cefálicos sequenciais.

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