Vertigem Central: Diagnóstico e Sinais Chave

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024

Enunciado

Carlos, 60 anos, negro, procura atendimento médico por apresentar tontura rotatória há dois dias. Relata que a tontura é constante, intensa e não melhora com nenhuma posição. Nega alterações visuais, auditivas, motoras ou sensitivas ou outros sintomas. Não faz uso regular de medicação. É tabagista há mais de 40 anos. Exame físico geral sem alteração. Realizados os teste do impulso cefálico, nistagmo e de Skew. Não é notado nenhum movimento sacádico corretivo dos olhos, mas apresenta nistagmo horizontal que muda de direção conforme o lado que Carlos olha e desalinhamento vertical dos olhos no teste de Skew. Entre as hipóteses diagnósticas seguintes, a mais provável para Carlos é:

Alternativas

  1. A) Doença de Ménière.
  2. B) Vertigem central.
  3. C) Vertigem posicional paroxística benigna.
  4. D) Neurite vestibular.

Pérola Clínica

Vertigem constante + HINTS positivo (nistagmo bidirecional, Skew positivo, impulso cefálico normal) → Vertigem Central.

Resumo-Chave

A vertigem central é caracterizada por sintomas neurológicos associados ou achados específicos no exame físico, como nistagmo bidirecional, teste de Skew positivo e teste do impulso cefálico normal (sem sacadas corretivas), que juntos formam o HINTS plus e indicam uma lesão do sistema nervoso central, geralmente no tronco encefálico ou cerebelo.

Contexto Educacional

A vertigem é uma queixa comum no pronto-socorro, e a distinção entre causas centrais e periféricas é fundamental para o manejo adequado. A vertigem central, embora menos comum que a periférica, pode indicar condições graves como acidentes vasculares cerebrais (AVCs) no tronco encefálico ou cerebelo, que exigem intervenção imediata. A epidemiologia mostra que cerca de 10% das vertigens agudas podem ter origem central. O diagnóstico da vertigem central baseia-se na história clínica e, crucialmente, no exame físico neurológico detalhado. O teste HINTS plus (Head Impulse, Nystagmus, Test of Skew, e sintomas neurológicos) é uma ferramenta valiosa. Um teste do impulso cefálico normal, nistagmo bidirecional e/ou teste de Skew positivo são fortes indicadores de vertigem central. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco para AVC, como tabagismo, hipertensão e idade avançada. O tratamento da vertigem central foca na causa subjacente, como o manejo de um AVC isquêmico ou hemorrágico. O prognóstico varia amplamente dependendo da etiologia e da extensão da lesão. É essencial que residentes e estudantes dominem a avaliação da vertigem para evitar atrasos no diagnóstico de condições potencialmente fatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para vertigem central?

Sinais de alerta incluem nistagmo bidirecional, teste de Skew positivo e teste do impulso cefálico normal (sem sacadas corretivas), que compõem o HINTS plus, além de sintomas neurológicos focais.

Como diferenciar vertigem central de vertigem periférica?

A vertigem central é geralmente constante, sem melhora posicional, e apresenta achados como nistagmo bidirecional e teste de Skew positivo, enquanto a periférica é mais episódica, posicional e com nistagmo unidirecional.

Qual a importância do teste HINTS plus na vertigem?

O HINTS plus (Head Impulse, Nystagmus, Test of Skew, e sintomas neurológicos) é crucial para diferenciar vertigem central de periférica no pronto-socorro, especialmente em pacientes com síndrome vestibular aguda, ajudando a identificar causas graves como AVC.

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