Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Tontura é uma queixa extremamente comum no pronto-socorro. Os pacientes podem se queixar de tontura rotatória, sendo esta denominada vertigem, e em alguns casos a queixa de tontura é mais inespecífica, em que o paciente descreve uma sensação vaga de mal-estar, como se estivesse dentro de um barco, ou flutuando. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
Vertigem súbita, não posicional, com náuseas/vômitos, horas de duração → neurite vestibular OU AVC isquêmico (descartar central).
A vertigem aguda é uma queixa comum no pronto-socorro. É crucial diferenciar causas periféricas (como neurite vestibular) de causas centrais (como AVC isquêmico), pois estas últimas exigem intervenção imediata. A história clínica detalhada e o exame físico neurológico, incluindo o exame HINTS, são fundamentais para essa distinção.
A tontura é uma queixa frequente no pronto-socorro, e a vertigem, uma sensação rotatória, é uma de suas manifestações mais desafiadoras. A principal preocupação na vertigem aguda é diferenciar causas periféricas (benignas e mais comuns, como neurite vestibular ou VPPB) de causas centrais (potencialmente graves, como AVC isquêmico de tronco encefálico ou cerebelo). A neurite vestibular manifesta-se como vertigem súbita, intensa, persistente (horas a dias), acompanhada de náuseas e vômitos, sem alterações auditivas ou outros déficits neurológicos. Em contraste, um AVC isquêmico pode apresentar vertigem súbita, mas frequentemente com outros sinais neurológicos (disartria, ataxia, diplopia) e um nistagmo de características centrais. A tomografia de crânio tem baixa sensibilidade para lesões isquêmicas de fossa posterior, sendo a ressonância magnética o exame de escolha, mas o exame HINTS (Head Impulse, Nystagmus, Test of Skew) pode auxiliar na triagem rápida no pronto-socorro. É crucial uma abordagem sistemática, com história detalhada e exame físico neurológico completo, para identificar sinais de alerta para causas centrais. A VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) é a causa mais comum de vertigem posicional e recorrente, com duração de segundos, diagnosticada pela manobra de Dix-Hallpike e tratada pela manobra de Epley. A doença de Menière cursa com vertigem recorrente, zumbido e perda auditiva flutuante. A migrânea vestibular é uma causa comum de vertigem recorrente, nem sempre acompanhada de cefaleia durante os episódios de vertigem.
A vertigem periférica geralmente é mais intensa, associada a sintomas autonômicos proeminentes, e pode ser posicional. A vertigem central tende a ser menos intensa, com nistagmo vertical ou multidirecional, e frequentemente acompanhada de outros sinais neurológicos focais. O exame HINTS é uma ferramenta útil para diferenciar na vertigem aguda.
Sinais de alerta incluem vertigem de início súbito e persistente, sem desencadeamento posicional, acompanhada de outros déficits neurológicos (disartria, ataxia de tronco, diplopia), ou um exame HINTS sugestivo de causa central (teste de impulso cefálico normal, nistagmo vertical ou que muda de direção, skew deviation).
A neurite vestibular é uma inflamação do nervo vestibular, geralmente de origem viral, que causa vertigem súbita, intensa e persistente, acompanhada de náuseas e vômitos, sem perda auditiva. Os sintomas duram horas a dias e melhoram gradualmente. É uma causa periférica de vertigem.
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