UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Em face dos maiores riscos do parto na apresentação pélvica (AP), uma alternativa é a transformação da AP em apresentação cefálica por meio de manobras externas, o que constitui a versão cefálica externa (VCE). Pode-se afirmar que a condição na qual a VCE deve ser evitada é:
VCE para apresentação pélvica → Oligodramnia = Contraindicação absoluta (↑ risco fetal/materno, ↓ sucesso).
A versão cefálica externa (VCE) é uma manobra para converter a apresentação pélvica em cefálica, mas possui contraindicações importantes. A oligodramnia é uma contraindicação absoluta, pois a escassez de líquido amniótico dificulta a manipulação, aumenta o risco de trauma fetal e materno, e pode indicar comprometimento fetal subjacente.
A versão cefálica externa (VCE) é uma manobra obstétrica realizada para converter uma apresentação fetal pélvica em cefálica, visando aumentar as chances de um parto vaginal seguro e evitar uma cesariana. Geralmente é tentada entre 36-37 semanas de gestação em primíparas e a partir de 37 semanas em multíparas, com uma taxa de sucesso que varia de 30% a 80%, dependendo de fatores como paridade, quantidade de líquido amniótico e tipo de apresentação pélvica. No entanto, a VCE não é isenta de riscos e possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas. As contraindicações podem ser absolutas ou relativas. Condições como sofrimento fetal, anomalias uterinas, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, gestação múltipla e ruptura de membranas são geralmente consideradas contraindicações absolutas devido ao alto risco de complicações maternas e fetais. A oligodramnia, que é a redução do volume de líquido amniótico, é uma contraindicação absoluta crítica para a VCE. A ausência de líquido suficiente dificulta a manipulação fetal, aumenta o atrito e o risco de trauma para o feto e o útero, além de poder indicar uma condição fetal de base que já compromete o bem-estar do bebê. A realização da VCE deve ser feita em ambiente hospitalar, com monitoramento fetal contínuo e equipe preparada para uma cesariana de emergência, caso ocorram complicações como bradicardia fetal persistente ou descolamento de placenta.
As contraindicações incluem oligodramnia, sofrimento fetal, anomalias uterinas, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, gestação múltipla, ruptura de membranas, restrição de crescimento fetal grave e condições maternas que contraindiquem o parto vaginal.
A oligodramnia reduz o espaço e a lubrificação necessários para a movimentação fetal, tornando a VCE mais difícil e dolorosa. Além disso, aumenta o risco de compressão do cordão umbilical, descolamento de placenta e sofrimento fetal, e pode ser um sinal de comprometimento fetal subjacente.
Os riscos incluem sofrimento fetal (bradicardia), descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina (rara), hemorragia materno-fetal, e em casos extremos, óbito fetal. Por isso, a VCE deve ser realizada em ambiente hospitalar com monitoramento fetal contínuo e disponibilidade para cesariana de emergência.
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