Versão Cefálica Externa: Contraindicações Essenciais

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Em face dos maiores riscos do parto na apresentação pélvica (AP), uma alternativa é a transformação da AP em apresentação cefálica por meio de manobras externas, o que constitui a versão cefálica externa (VCE). Pode-se afirmar que a condição na qual a VCE deve ser evitada é:

Alternativas

  1. A) diabetes melitus
  2. B) primiparidade
  3. C) pré-eclâmpsia
  4. D) oligodramnia

Pérola Clínica

VCE para apresentação pélvica → Oligodramnia = Contraindicação absoluta (↑ risco fetal/materno, ↓ sucesso).

Resumo-Chave

A versão cefálica externa (VCE) é uma manobra para converter a apresentação pélvica em cefálica, mas possui contraindicações importantes. A oligodramnia é uma contraindicação absoluta, pois a escassez de líquido amniótico dificulta a manipulação, aumenta o risco de trauma fetal e materno, e pode indicar comprometimento fetal subjacente.

Contexto Educacional

A versão cefálica externa (VCE) é uma manobra obstétrica realizada para converter uma apresentação fetal pélvica em cefálica, visando aumentar as chances de um parto vaginal seguro e evitar uma cesariana. Geralmente é tentada entre 36-37 semanas de gestação em primíparas e a partir de 37 semanas em multíparas, com uma taxa de sucesso que varia de 30% a 80%, dependendo de fatores como paridade, quantidade de líquido amniótico e tipo de apresentação pélvica. No entanto, a VCE não é isenta de riscos e possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas. As contraindicações podem ser absolutas ou relativas. Condições como sofrimento fetal, anomalias uterinas, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, gestação múltipla e ruptura de membranas são geralmente consideradas contraindicações absolutas devido ao alto risco de complicações maternas e fetais. A oligodramnia, que é a redução do volume de líquido amniótico, é uma contraindicação absoluta crítica para a VCE. A ausência de líquido suficiente dificulta a manipulação fetal, aumenta o atrito e o risco de trauma para o feto e o útero, além de poder indicar uma condição fetal de base que já compromete o bem-estar do bebê. A realização da VCE deve ser feita em ambiente hospitalar, com monitoramento fetal contínuo e equipe preparada para uma cesariana de emergência, caso ocorram complicações como bradicardia fetal persistente ou descolamento de placenta.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações para a realização da versão cefálica externa (VCE)?

As contraindicações incluem oligodramnia, sofrimento fetal, anomalias uterinas, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, gestação múltipla, ruptura de membranas, restrição de crescimento fetal grave e condições maternas que contraindiquem o parto vaginal.

Por que a oligodramnia é uma contraindicação absoluta para a VCE?

A oligodramnia reduz o espaço e a lubrificação necessários para a movimentação fetal, tornando a VCE mais difícil e dolorosa. Além disso, aumenta o risco de compressão do cordão umbilical, descolamento de placenta e sofrimento fetal, e pode ser um sinal de comprometimento fetal subjacente.

Quais são os riscos associados à VCE?

Os riscos incluem sofrimento fetal (bradicardia), descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina (rara), hemorragia materno-fetal, e em casos extremos, óbito fetal. Por isso, a VCE deve ser realizada em ambiente hospitalar com monitoramento fetal contínuo e disponibilidade para cesariana de emergência.

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