PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Paciente de 28 anos, G0P0, relações sexuais com o mesmo parceiro há seis meses e usando DIU T de cobre há dois anos, procura Unidade Básica de Saúde referindo aparecimento de verrugas na genitália externa há 20 dias. Ao exame ginecológico foram evidenciadas verrugas sugestivas de infecção por HPV entre a fúrcula vaginal e região perianal. Qual a PRINCIPAL CONDUTA nesse caso:
Verrugas genitais por HPV → remoção é a principal conduta para controle da doença e sintomas.
A presença de verrugas genitais (condiloma acuminado) causadas pelo HPV indica infecção ativa. A principal conduta é a remoção das lesões, seja por métodos químicos (ácido tricloroacético), físicos (crioterapia, eletrocauterização, laser) ou cirúrgicos. Isso visa aliviar os sintomas, reduzir a transmissibilidade e melhorar a qualidade de vida da paciente, embora não erradique o vírus.
As verrugas genitais, ou condilomas acuminados, são manifestações clínicas da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), sendo os tipos 6 e 11 os mais frequentemente associados a essas lesões. A infecção por HPV é a infecção sexualmente transmissível (IST) viral mais comum globalmente. A paciente em questão, G0P0 e usando DIU T de cobre, apresenta um quadro clássico de condilomatose, que, embora não seja diretamente influenciada pelo DIU, requer manejo adequado. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais da pele e mucosas, levando à proliferação celular e formação das verrugas. Embora a maioria das infecções por HPV seja transitória e resolva espontaneamente, a presença de verrugas genitais indica uma infecção persistente e clinicamente manifesta. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na inspeção das lesões. A principal conduta para verrugas genitais é a remoção das lesões. Isso é feito para aliviar sintomas (prurido, desconforto), reduzir o risco de transmissão (embora o vírus possa ser transmitido mesmo sem lesões visíveis) e melhorar a estética e a qualidade de vida da paciente. As opções de tratamento variam e incluem métodos tópicos (como ácido tricloroacético), físicos (crioterapia, eletrocauterização, laser) ou excisão cirúrgica. A vacina contra o HPV é profilática e não tem efeito terapêutico sobre lesões já existentes, embora possa prevenir futuras infecções por outros tipos virais. O aconselhamento do parceiro também é importante.
A principal forma de tratamento é a remoção das verrugas, que pode ser feita por métodos químicos (como ácido tricloroacético), físicos (crioterapia, eletrocauterização, laser) ou cirúrgicos, dependendo do tamanho, número e localização das lesões.
Não, a remoção das verrugas trata as lesões visíveis, mas não erradica o vírus HPV do organismo. O vírus pode permanecer latente e as verrugas podem recidivar.
Sim, é recomendado aconselhar o parceiro sexual sobre a infecção por HPV e, se houver lesões visíveis, indicar avaliação médica para diagnóstico e tratamento, embora a ausência de lesões não signifique ausência do vírus.
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