Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Paciente de 55 anos, chega ao pronto socorro trazido por resgate médico. Chega inconsciente e imediatamente é levado para a sala de emergência. Paciente é monitorizado e o ritmo encontrado é o mostrado na imagem. Qual sua conduta?
Paciente inconsciente com ritmo no monitor → PRIMEIRO passo é verificar pulso para definir algoritmo de PCR.
Em um paciente inconsciente com monitorização cardíaca, a presença de um ritmo elétrico não garante perfusão. A verificação imediata do pulso é crucial para diferenciar um ritmo com pulso (que requer outras abordagens) de um ritmo sem pulso (PCR), direcionando a conduta para o algoritmo de Suporte Avançado de Vida.
A abordagem inicial ao paciente inconsciente é um pilar fundamental da medicina de emergência, especialmente para residentes. A rápida e correta avaliação define o sucesso das intervenções e o prognóstico do paciente. A sequência de avaliação ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure) é crucial, e dentro do 'C' (Circulation), a monitorização cardíaca e a verificação de pulso são passos indissociáveis para identificar uma parada cardiorrespiratória (PCR). Quando um ritmo é visualizado no monitor, é imperativo determinar se há atividade mecânica cardíaca correspondente, ou seja, se há pulso. Ritmos como a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e a Assistolia são exemplos de ritmos de parada que não geram pulso e exigem compressões torácicas imediatas. A falha em verificar o pulso pode levar a atrasos na instituição das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) ou, inversamente, à aplicação desnecessária de RCP em um paciente com pulso, mas inconsciente por outras causas. Dominar essa etapa é essencial para a prática clínica e para exames de residência. O conhecimento dos algoritmos de Suporte Básico de Vida (BLS) e Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) é indispensável, pois eles guiam a tomada de decisão rápida e eficaz em situações críticas, visando restaurar a circulação espontânea e minimizar danos neurológicos.
A verificação do pulso é fundamental para determinar se o ritmo elétrico observado no monitor está gerando perfusão. Isso diferencia uma parada cardiorrespiratória (ritmo sem pulso) de outras condições que causam inconsciência, direcionando para o algoritmo de tratamento adequado.
Os ritmos que podem estar presentes no monitor, mas sem pulso, são a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e a Assistolia. A Taquicardia Ventricular também pode ocorrer sem pulso, sendo uma emergência que requer desfibrilação imediata.
Após identificar um ritmo de parada e confirmar a ausência de pulso, a conduta inicial é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade e ventilações, seguindo o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), incluindo desfibrilação se o ritmo for chocável.
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