CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Em uma combinação de duas lentes positivas com 10 dioptrias de vergência cada, localizadas a uma distância de 20 cm entre si, a partir de um objeto localizado no infinito teremos:
Lentes +10D (f=10cm) separadas por 20cm → Raios saem paralelos → Imagem no infinito.
Quando o foco da segunda lente coincide com a imagem real formada pela primeira lente, os raios emergem paralelos, impedindo a formação de imagem em distância finita.
Na óptica geométrica, a análise de sistemas compostos exige o rastreamento dos raios através de cada elemento. Uma lente de +10D possui distância focal de 10cm. Raios vindos de um objeto no infinito convergem no foco principal da primeira lente (10cm após ela). Se a segunda lente está posicionada a 20cm da primeira, a imagem formada pela primeira estará exatamente a 10cm da segunda lente (20cm - 10cm = 10cm). Como 10cm é a distância focal da segunda lente, os raios que nela incidem a partir desse ponto sairão paralelos, resultando na não formação de imagem em qualquer distância finita (imagem no infinito).
A distância focal (f) é o inverso da vergência ou poder dióptrico (D), expressa pela fórmula f = 1/D. Para uma lente de 10 dioptrias, a distância focal é 1/10 metros, ou seja, 10 centímetros.
Quando um objeto (ou uma imagem intermediária que atua como objeto) é posicionado exatamente sobre o ponto focal de uma lente convergente, os raios de luz emergem da lente paralelos entre si, projetando a imagem para o infinito.
Em um sistema de duas lentes, a imagem formada pela primeira lente serve como o objeto para a segunda. A posição final da imagem depende da distância focal de ambas e da distância física que as separa.
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