CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
O corante verde de lisamina foi utilizado no exame do paciente a seguir. É correto afirmar:
Verde de lisamina → cora células desvitalizadas e muco; padrão ouro para suspeita de OSSN.
O verde de lisamina destaca áreas de desvitalização celular e metaplasia, sendo altamente sensível para identificar Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN).
O uso de corantes vitais é um pilar no diagnóstico de doenças da superfície ocular. O verde de lisamina destaca-se na avaliação do olho seco (especialmente a área conjuntival exposta) e na triagem de lesões pré-malignas e malignas. Sua capacidade de evidenciar áreas de sofrimento celular sem o desconforto do rosa bengala o torna preferível na prática clínica moderna.
O verde de lisamina possui um perfil de coloração semelhante ao rosa bengala (cora células mortas, degeneradas e muco), porém é significativamente menos irritante para o paciente. Enquanto o rosa bengala causa ardência intensa, o verde de lisamina é bem tolerado, facilitando o exame da superfície ocular em consultório.
Na Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN), as células neoplásicas apresentam alterações na integridade da membrana e na produção de mucina. O verde de lisamina impregna intensamente essas áreas de metaplasia e displasia, permitindo delimitar as margens da lesão de forma muito mais precisa do que a inspeção a olho nu ou apenas com fluoresceína.
Não, o verde de lisamina é um corante vital que só penetra em células que perderam a integridade de sua membrana citoplasmática ou que não possuem a proteção adequada da camada de mucina. Células epiteliais saudáveis e íntegras não incorporam o corante.
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