Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
A ventilação de resgate no suporte básico de vida para um lactente com 9 meses de idade, com parada cardiorrespiratória (PCR) (esforço respiratório ausente, com pulso) deve fornecer ventilação:
Ventilação de resgate em lactente com pulso (PCR respiratória) = 1 ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 irpm).
Em lactentes com parada respiratória (pulso presente), a ventilação de resgate deve ser mais frequente do que em adultos, visando manter uma oxigenação adequada e prevenir a progressão para parada cardíaca.
O Suporte Básico de Vida (SBV) em pediatria possui particularidades importantes, especialmente no que tange à ventilação de resgate. Em lactentes (até 1 ano de idade) com esforço respiratório ausente, mas com pulso presente (indicando uma parada respiratória isolada e não uma PCR completa), a ventilação é a intervenção prioritária para prevenir a progressão para parada cardíaca. As diretrizes atuais recomendam que a ventilação de resgate para lactentes seja fornecida a uma frequência de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que corresponde a 20-30 respirações por minuto. Essa frequência mais elevada, comparada à de adultos, é crucial para atender às maiores demandas metabólicas e à menor reserva funcional respiratória dos lactentes. Para residentes, é fundamental dominar essa frequência e técnica. A ventilação adequada, com volume suficiente para elevar o tórax visivelmente, mas sem hiperinsuflação, é vital para oxigenar o lactente e evitar a hipóxia que pode levar à PCR. O reconhecimento precoce da parada respiratória e a intervenção imediata são pilares para um bom prognóstico.
Na parada respiratória, o lactente não respira, mas ainda tem pulso. Na parada cardiorrespiratória, não há respiração nem pulso, exigindo compressões torácicas e ventilações.
As compressões torácicas devem ser iniciadas se o lactente não tiver pulso ou se o pulso for fraco/lento (<60 bpm) apesar de ventilações adequadas.
Utiliza-se a técnica boca-a-boca-nariz para lactentes pequenos, garantindo vedação e volume suficiente para elevar o tórax visivelmente, sem hiperinsuflação.
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