HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Em relação às estratégias de ventilação mecânica no paciente com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), é correto afirmar que:
SDRA → Vol. Corrente 6mL/kg (peso predito) + Platô < 30 cmH₂O + Driving Pressure < 15.
A ventilação protetora visa minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) através da limitação de pressões e volumes, priorizando a proteção alveolar.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é caracterizada por edema pulmonar não cardiogênico e hipoxemia grave. A ventilação protetora é o pilar do tratamento, com evidência robusta de redução de mortalidade. Ela se baseia no conceito de 'baby lung', onde apenas uma pequena parte do parênquima está disponível para troca gasosa. Os parâmetros fundamentais incluem a limitação da pressão de platô abaixo de 30 cmH2O e da driving pressure (pressão de platô menos PEEP) abaixo de 15 cmH2O. A PEEP deve ser titulada para manter o recrutamento alveolar sem causar sobredistensão, frequentemente utilizando tabelas PEEP/FiO2 ou a melhor complacência do sistema respiratório.
O volume corrente deve ser ajustado para 4 a 6 mL/kg de peso predito (calculado pela altura e sexo), visando reduzir o volutrauma e a biotrauma pulmonar. Em casos específicos, pode-se iniciar com 6 mL/kg e titular conforme a mecânica respiratória do paciente.
É a estratégia de tolerar níveis elevados de PaCO2 e consequente acidose respiratória leve a moderada (geralmente mantendo pH > 7.20-7.25) para evitar o uso de volumes correntes e pressões inspiratórias excessivas que poderiam causar lesão pulmonar.
A posição prona está indicada em pacientes com SDRA grave, definida por uma relação PaO2/FiO2 < 150 mmHg, devendo ser mantida por pelo menos 16 horas consecutivas para otimizar a relação ventilação-perfusão e reduzir a mortalidade.
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