HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 41 anos, com peso predito de 70 Kg, vítima de acidente de moto, internado no hospital e transferido para UTI no mesmo dia, devido quadro de insuficiência respiratória, em ventilação mecânica, em PCV (Ventilação pressão controlada), PEEP de 5 e fração inspiratória de oxigênio de 65 %. Gasometria arterial: pH: 7,30; PaO2: 80 mmHg; PaCO2: 40 mmHg; SaO2: 90 %; HCO3: 24 mmol/L; BE: - 2 mmol/L; A-aDO2: 90 mmHg. Radiografia de Tórax com opacidades pulmonares bilaterais. Qual a melhor conduta para ajustar a ventilação mecânica.
SDRA: ventilação protetora com volume corrente baixo (4-6 mL/kg peso predito) e PEEP otimizada para melhorar oxigenação e evitar lesão pulmonar.
Em pacientes com SDRA e hipoxemia refratária, a ventilação protetora pulmonar é fundamental. Isso inclui a utilização de volume corrente baixo (4-8 mL/kg do peso predito) para minimizar o volutrauma e a otimização da PEEP para recrutar alvéolos e melhorar a oxigenação, enquanto se tenta reduzir a FiO2 para evitar toxicidade por oxigênio.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma forma grave de insuficiência respiratória caracterizada por inflamação pulmonar difusa, aumento da permeabilidade capilar e formação de edema pulmonar não cardiogênico, levando à hipoxemia refratária. A ventilação mecânica é o pilar do tratamento, mas deve ser realizada com uma estratégia protetora pulmonar para evitar lesões adicionais. A ventilação protetora pulmonar visa minimizar o volutrauma, barotrauma e atelectrauma. Isso é alcançado principalmente através do uso de volumes correntes baixos (4-8 mL/kg do peso predito) e da otimização da Pressão Expiratória Final Positiva (PEEP) para manter os alvéolos abertos e melhorar a oxigenação, sem causar sobredistensão. A FiO2 deve ser mantida no menor nível possível para atingir uma saturação de oxigênio alvo (geralmente 88-95%), a fim de evitar a toxicidade por oxigênio. A avaliação da gasometria arterial e da radiografia de tórax são cruciais para guiar os ajustes da ventilação. Em casos de hipoxemia persistente, além de otimizar PEEP e volume corrente, outras estratégias como pronação e bloqueadores neuromusculares podem ser consideradas. O manejo adequado da ventilação mecânica é fundamental para reduzir a mortalidade e morbidade na SDRA.
Para pacientes com SDRA, o volume corrente ideal é de 4 a 8 mL/kg do peso predito, visando minimizar o volutrauma e a lesão pulmonar induzida pela ventilação. A meta é manter a pressão de platô abaixo de 30 cmH2O.
A PEEP (Pressão Expiratória Final Positiva) na SDRA ajuda a recrutar alvéolos colapsados, melhora a relação ventilação/perfusão e previne o colapso alveolar ao final da expiração, resultando em melhor oxigenação e redução da FiO2 necessária.
Os principais objetivos da ventilação protetora pulmonar são reduzir a mortalidade e morbidade na SDRA, minimizando a lesão pulmonar induzida pela ventilação (VILI) através do uso de baixo volume corrente, PEEP otimizada e limitação da pressão de platô.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo