Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma paciente de três anos de idade foi internada, em unidade de emergência, com pneumonia extensa, evoluindo com sinais de deterioração clínica e parada cardiorrespiratória. A criança está monitorizada e o atendimento será feito por dois socorristas.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
PCR pediátrica com via aérea avançada → ventilação 1 a cada 2-3s (20-30/min).
Em PCR pediátrica, após a obtenção de via aérea avançada (tubo endotraqueal ou máscara laríngea), as ventilações devem ser administradas de forma contínua, uma a cada 2 a 3 segundos (20-30 ventilações por minuto), sem interrupção das compressões torácicas. A relação compressão-ventilação de 30:2 ou 15:2 é para quando não há via aérea avançada.
O manejo da Parada Cardiorrespiratória (PCR) pediátrica exige conhecimento específico das diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support). A ventilação é um componente crítico, especialmente considerando que a maioria das PCRs em crianças tem origem respiratória. A abordagem da ventilação difere significativamente antes e depois da obtenção de uma via aérea avançada. Antes da via aérea avançada, a ventilação é sincronizada com as compressões torácicas, utilizando uma relação de 15:2 para dois socorristas ou 30:2 para um socorrista. No entanto, uma vez que uma via aérea avançada (como um tubo endotraqueal ou máscara laríngea) é estabelecida, as compressões torácicas se tornam contínuas, e as ventilações são administradas de forma assíncrona, a uma taxa de uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que corresponde a 20 a 30 ventilações por minuto. É crucial evitar a hiperventilação, que pode aumentar a pressão intratorácica, diminuir o retorno venoso e, consequentemente, reduzir o débito cardíaco e a perfusão coronariana e cerebral. A administração de medicamentos como epinefrina é guiada pelo ritmo cardíaco e é administrada a cada 3-5 minutos, enquanto o bicarbonato de sódio não é recomendado rotineiramente na PCR pediátrica, sendo reservado para situações específicas como acidose metabólica grave refratária ou hipercalemia.
Após a obtenção de via aérea avançada, a ventilação deve ser realizada a uma frequência de uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto, sem interrupção das compressões.
Para dois socorristas, a relação compressão-ventilação é de 15:2. Para um único socorrista, a relação é de 30:2.
A epinefrina é administrada em ritmos não chocáveis (assistolia, AESP) o mais rápido possível, e em ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso) após o segundo choque, a cada 3-5 minutos.
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