SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Homem 45 anos, obeso, é atendido na emergência por quadro de febre 38 graus, tosse seca e dor de garganta iniciados há 5 dias, que evoluiu com surgimento de dispneia há 24 horas. Há 2 dias havia realizado teste para COVID na farmácia de seu bairro, cujo resultado foi positivo. Relata altura de 1,8 m e peso de 120 kg. Na admissão apresenta PA: 130 / 80 mmHg; FC: 105 bpm; FR: 32 irpm; SpO2: 84%; TAx: 38,5 graus. Na ausculta pulmonar apresenta estertores crepitantes bibasais. Após algumas horas na emergência com necessidade de aumento progressivo do fluxo de oxigênio fornecido sob máscara facial, o paciente foi submetido à intubação orotraqueal e colocado sob ventilação mecânica. Os ajustes do ventilador mecânico mais adequados para esse paciente devem ser:
SDRA: Ventilação protetora pulmonar com volume corrente de 4-8 mL/kg do peso predito e FiO2 inicial de 1.0, titulada para SpO2 >90%.
Em pacientes com SDRA, como na pneumonia grave por COVID-19, a ventilação mecânica deve seguir uma estratégia protetora pulmonar. Isso inclui o uso de baixos volumes correntes (4-8 mL/kg do peso predito), preferencialmente no modo controlado a volume, e uma FiO2 inicial de 1.0, que deve ser ajustada para manter a saturação alvo.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição grave caracterizada por inflamação pulmonar difusa e hipoxemia refratária, frequentemente vista em casos de pneumonia grave, como a causada por COVID-19. A ventilação mecânica é um suporte vital, mas deve ser realizada com uma estratégia protetora pulmonar para evitar lesões adicionais aos pulmões. Os princípios da ventilação protetora incluem o uso de baixos volumes correntes (4-8 mL/kg do peso predito, não do peso real), pressão de platô <30 cmH2O e PEEP otimizada. O modo ventilatório controlado a volume (VCV) é frequentemente utilizado inicialmente para garantir um volume corrente específico, enquanto o modo controlado a pressão (PCV) também pode ser empregado. A FiO2 inicial para pacientes com hipoxemia grave deve ser de 1.0 (100%), sendo subsequentemente titulada para o menor valor que mantenha a saturação de oxigênio entre 90-92%, a fim de minimizar a toxicidade por oxigênio. A obesidade, como no caso apresentado, pode dificultar a ventilação e a oxigenação, exigindo atenção especial aos ajustes e monitoramento contínuo.
Para pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), o volume corrente recomendado é de 4 a 8 mL por quilograma do peso predito (não do peso real), visando minimizar o volutrauma e o barotrauma pulmonar.
O peso predito é calculado com base na altura do paciente. Para homens, a fórmula é 50 + 0.91 x (altura em cm - 152.4). Para mulheres, é 45.5 + 0.91 x (altura em cm - 152.4). Este peso é usado para determinar o volume corrente ideal.
Em pacientes com hipoxemia grave que necessitam de intubação e ventilação mecânica, a FiO2 inicial deve ser de 1.0 (100%). Após a estabilização, a FiO2 deve ser rapidamente titulada para o menor valor possível que mantenha a saturação de oxigênio alvo (geralmente entre 90-92%).
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