SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
O manejo da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo é baseado na manutenção de uma ventilação protetora, com o objetivo de alcançar uma melhor aeração pulmonar com o menor dano alveolar induzido. Sobre os aspectos desse suporte, assinale a alternativa que apresenta aspectos essenciais para a manutenção dessas metas:
Ventilação protetora na SDRA: ↓ Volume Corrente (<6 mL/Kg), ↓ Pressão de Platô (<30 cmH2O), ↓ Driving Pressure (<15 cmH2O).
A ventilação protetora na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) visa minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) através de parâmetros específicos. Manter um volume corrente baixo, pressão de platô e driving pressure controlados é essencial para reduzir o barotrauma, volutrauma e atelectrauma, melhorando os desfechos do paciente.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição grave caracterizada por inflamação pulmonar difusa e hipoxemia refratária, com alta mortalidade. O manejo da SDRA é complexo e a ventilação mecânica é um pilar fundamental, mas deve ser cuidadosamente otimizada para evitar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI), que pode agravar o quadro e piorar o prognóstico. A estratégia de ventilação protetora na SDRA baseia-se em três pilares principais: volume corrente baixo (4-6 mL/Kg de peso predito), controle da pressão de platô (<30 cmH2O) e controle da driving pressure (<15 cmH2O). O volume corrente baixo minimiza o volutrauma, a pressão de platô controla o barotrauma e a driving pressure, que reflete a complacência do sistema respiratório, é um indicador crucial do estresse mecânico sobre o pulmão, sendo um preditor independente de mortalidade. Para residentes, é essencial compreender não apenas os valores-alvo, mas também a fisiopatologia por trás dessas recomendações. A aplicação correta da ventilação protetora, juntamente com outras estratégias como PEEP otimizada e manobras de recrutamento, quando indicadas, é vital para melhorar a oxigenação e reduzir a mortalidade em pacientes com SDRA, preparando-os para a prática clínica e exames de residência.
A pressão de platô reflete a pressão alveolar ao final da inspiração, quando não há fluxo de ar. Mantê-la abaixo de 30 cmH2O é crucial para evitar o barotrauma e o volutrauma, que são componentes da lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI).
Driving pressure (pressão de condução) é a diferença entre a pressão de platô e a PEEP. Ela representa a pressão necessária para distender o pulmão e é um preditor independente de mortalidade na SDRA. Mantê-la abaixo de 15 cmH2O minimiza o estresse e a deformação pulmonar.
Um volume corrente baixo (tipicamente 4-6 mL/Kg de peso predito) é utilizado para evitar o volutrauma, que é o dano pulmonar causado pela sobredistensão dos alvéolos remanescentes funcionais. Essa estratégia, preconizada pelo ARDSnet, demonstrou reduzir a mortalidade.
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