UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Paciente masculino, 55 anos de idade, altura 1,70 m, peso real 80 kg, peso predito 66 kg, sem comorbidades, apresentou pneumonia comunitária, evoluiu com sepse e insuficiência respiratória com necessidade de intubação traqueal e ventilação mecânica. Sobre a regulagem inicial do ventilador mecânico invasivo para o paciente, assinale a alternativa correta.
VM em SDRA/SARA: VCV com Volume Corrente 6 mL/kg Peso Predito. PEEP otimizada.
Em pacientes com insuficiência respiratória aguda devido a condições como pneumonia e sepse, a ventilação mecânica protetora é crucial para evitar lesão pulmonar induzida pelo ventilador. O cálculo do volume corrente deve ser baseado no peso predito do paciente, utilizando geralmente 6 mL/kg, e o modo volume controlado (VCV) é uma escolha comum para garantir a entrega desse volume específico.
A ventilação mecânica invasiva é uma intervenção vital em pacientes com insuficiência respiratória aguda, como aqueles com pneumonia grave e sepse. A correta regulagem inicial do ventilador é fundamental para garantir a oxigenação e ventilação adequadas, ao mesmo tempo em que se minimiza o risco de lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI). A estratégia de ventilação protetora, que se tornou padrão ouro, enfatiza a utilização de volumes correntes baixos e PEEP (pressão positiva expiratória final) otimizada. O cálculo do volume corrente (VC) deve ser sempre baseado no peso predito do paciente, e não no peso real, especialmente em indivíduos obesos. O peso predito é uma estimativa do peso ideal com base na altura e sexo, refletindo o tamanho pulmonar. Para o paciente do caso (homem, 1,70m, peso predito 66kg), um VC de 6 mL/kg de peso predito resulta em 396 mL (6 mL/kg * 66 kg). Essa abordagem visa reduzir o volutrauma e o barotrauma, que são mecanismos de VILI. O modo de ventilação volume controlado (VCV) é frequentemente escolhido inicialmente por garantir a entrega de um volume corrente fixo, o que é importante para a ventilação protetora. Outros parâmetros importantes incluem a PEEP, que deve ser ajustada para manter o pulmão aberto e otimizar a oxigenação, e a frequência respiratória, que deve ser ajustada para manter o pH dentro da normalidade. A monitorização contínua da pressão de platô (idealmente < 30 cmH2O) é essencial para avaliar a segurança da ventilação.
O peso predito é calculado com base na altura e sexo do paciente. Para homens, a fórmula é 50 + 0,91 × (altura em cm - 152,4); para mulheres, é 45,5 + 0,91 × (altura em cm - 152,4). Este peso é usado para determinar o volume corrente ideal.
Para ventilação protetora em Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) ou lesão pulmonar aguda (SARA), o volume corrente recomendado é de 4 a 8 mL/kg do peso predito, sendo 6 mL/kg o valor mais comumente utilizado como alvo inicial.
A ventilação protetora é crucial para minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI), que pode agravar a inflamação e a disfunção pulmonar. Ela reduz o barotrauma e volutrauma, melhorando os desfechos em pacientes com pulmões comprometidos por pneumonia e sepse.
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