PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
CDE, 23 anos, vítima de intoxicação exógena é admitido com escala de coma de Glasgow com 5 pontos, sendo prontamente sedado e entubado. Você é o médico que fará os ajustes iniciais da ventilação mecânica. Considere que o paciente tem 110 quilos, altura 1,80m, sem comorbidades pulmonares ou traumas torácicos presentes. Qual alternativa contém parâmetros ventilatórios iniciais adequados para o paciente?
VM inicial em pulmão saudável: VCV, VC 6-8 mL/kg PI, PEEP 5, FiO2 100% (titular), Fr 12-16 irpm.
Para um paciente sem comorbidades pulmonares, a ventilação mecânica inicial deve ser protetora, utilizando o modo assisto controlado a volume, com volume corrente calculado pelo peso ideal (6-8 mL/kg), PEEP fisiológico (5 cmH2O) e FiO2 inicial de 100% para garantir oxigenação, que será titulada posteriormente.
A ventilação mecânica (VM) é uma intervenção vital em pacientes com insuficiência respiratória aguda ou naqueles que necessitam de suporte ventilatório devido a rebaixamento do nível de consciência, como no caso de intoxicação exógena. A configuração inicial dos parâmetros ventilatórios é crucial para garantir a oxigenação e ventilação adequadas, minimizando o risco de lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI). Para pacientes sem doença pulmonar pré-existente, a abordagem de ventilação protetora é fundamental. O volume corrente (VC) deve ser calculado com base no peso ideal (PI) do paciente, utilizando a faixa de 6 a 8 mL/kg de PI, e não o peso real, especialmente em pacientes obesos. Isso evita o volutrauma e barotrauma. O modo assisto-controlado a volume (VCV) é frequentemente escolhido para o início, pois garante um volume corrente constante. Outros parâmetros importantes incluem a PEEP (Pressão Expiratória Final Positiva), que geralmente é iniciada em 5 cmH2O para manter a patência alveolar, e a FiO2 (Fração Inspirada de Oxigênio), que deve ser iniciada em 100% para garantir oxigenação e rapidamente titulada para baixo, visando uma saturação de oxigênio entre 90-96%, a fim de evitar toxicidade por oxigênio. A frequência respiratória (Fr) é ajustada para manter a PaCO2 dentro dos limites fisiológicos.
O volume corrente deve ser calculado com base no peso ideal (PI) do paciente, utilizando a fórmula de 6 a 8 mL/kg de PI, independentemente do peso real, para evitar volutrauma.
Um PEEP fisiológico de 5 cmH2O é comumente utilizado para manter os alvéolos abertos ao final da expiração, prevenindo o colapso alveolar (atelectrauma) e melhorando a oxigenação, sem causar hiperdistensão significativa.
Iniciar com FiO2 de 100% garante uma oxigenação adequada em um paciente recém-entubado e instável. Após a estabilização, a FiO2 deve ser rapidamente titulada para o menor valor possível que mantenha a saturação de oxigênio alvo, a fim de minimizar a toxicidade por oxigênio.
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