Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Em adultos portadores de pneumopatia obstrutiva (ASMA e/ou DPOC) quando em franca insuficiência respiratória deverão ter os seguintes cuidados iniciais no seu tratamento respiratório, exceto:
Pneumopatia obstrutiva em VM = prolongar tempo expiratório (relação I:E 1:3 ou 1:4) para evitar auto-PEEP.
Em pacientes com pneumopatia obstrutiva (asma ou DPOC) em ventilação mecânica, é crucial prolongar o tempo expiratório (relação I:E de 1:3 ou 1:4) para permitir o esvaziamento pulmonar adequado e minimizar o aprisionamento de ar (auto-PEEP), que pode levar a barotrauma e instabilidade hemodinâmica. Manter uma relação I:E de 1:1 é contraindicado, pois agravaria a obstrução e o aprisionamento.
O manejo da insuficiência respiratória aguda em pacientes com pneumopatia obstrutiva, como asma grave e DPOC agudizado, é um desafio crítico na terapia intensiva. A ventilação mecânica deve ser cuidadosamente ajustada para evitar complicações como o aprisionamento aéreo dinâmico (auto-PEEP), que pode levar a barotrauma, volutrauma e instabilidade hemodinâmica. O objetivo principal é otimizar a ventilação, minimizando a hiperinsuflação e permitindo um tempo expiratório adequado. Os cuidados iniciais incluem a escolha da modalidade ventilatória (pressão ou volume controlado), que são ambas aceitáveis, e a seleção de um tubo endotraqueal de diâmetro maior (≥ 8 mm) para reduzir a resistência ao fluxo. A frequência respiratória deve ser mantida baixa (8 a 12 irpm) para maximizar o tempo expiratório. No entanto, o ponto mais crítico é a relação inspiração-expiração (I:E), que deve ser prolongada (ex: 1:3 ou 1:4) para permitir que o ar aprisionado seja exalado, evitando a auto-PEEP. Manter uma relação I:E de 1:1 é uma prática inadequada e perigosa nesses pacientes, pois agravaria a hiperinsuflação e suas consequências. Residentes devem dominar esses princípios para garantir uma ventilação protetora e eficaz, monitorando de perto a pressão de platô, a PEEP intrínseca e os sinais de barotrauma, ajustando os parâmetros ventilatórios conforme a resposta clínica do paciente.
A relação I:E deve ser prolongada (ex: 1:3 ou 1:4) para permitir tempo suficiente para o esvaziamento pulmonar completo. Isso é crucial em doenças obstrutivas para evitar o aprisionamento de ar (auto-PEEP), que pode levar a hiperinsuflação dinâmica, barotrauma e instabilidade hemodinâmica.
A frequência respiratória inicial recomendada é geralmente baixa (8 a 12 irpm). Isso contribui para prolongar o tempo expiratório e minimizar o aprisionamento aéreo, um objetivo primordial no manejo desses pacientes.
É preferível intubar com um tubo endotraqueal de maior diâmetro (igual ou maior que 8 mm). Um tubo mais largo reduz a resistência ao fluxo aéreo, facilitando a ventilação e o esvaziamento pulmonar, o que é benéfico em pacientes com obstrução de vias aéreas.
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