PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Menino de oito meses, com 6 kg, portador de Comunicação Interventricular (CIV), utilizando digital, furosemida e espironolactona, é admitido com febre e intensa taquidispneia. Radiografia de tórax compatível com edema pulmonar e extensa pneumonia de base. É imediatamente colocado em ventilação mecânica. Assinale a alternativa CORRETA.
CIV + Edema pulmonar + VM → PEEP 5-10 cmH2O para oxigenação e recrutamento alveolar.
Em lactente com CIV, edema pulmonar e pneumonia em ventilação mecânica, o PEEP (Pressão Expiratória Final Positiva) é fundamental. Um PEEP entre 5 e 10 cmH2O melhora a oxigenação, recruta alvéolos colapsados e ajuda a redistribuir o líquido do edema pulmonar, otimizando a função pulmonar sem sobrecarregar excessivamente o coração.
A ventilação mecânica em pacientes pediátricos com cardiopatias congênitas, como a Comunicação Interventricular (CIV), e complicações como edema pulmonar e pneumonia, é um desafio complexo que exige um manejo cuidadoso. O objetivo principal é otimizar a oxigenação e a ventilação, minimizando o trabalho respiratório e os efeitos adversos da ventilação mecânica sobre o sistema cardiovascular. A Pressão Expiratória Final Positiva (PEEP) é uma estratégia ventilatória crucial nesse contexto. Ao manter uma pressão positiva nas vias aéreas ao final da expiração, o PEEP previne o colapso alveolar, recruta alvéolos atelectasiados, melhora a complacência pulmonar e a oxigenação. Em casos de edema pulmonar, o PEEP também contribui para a redistribuição do líquido intersticial e alveolar, facilitando a troca gasosa. Um PEEP entre 5 e 10 cmH2O é frequentemente utilizado para alcançar esses benefícios sem comprometer excessivamente o retorno venoso ou o débito cardíaco. É fundamental monitorar de perto a hemodinâmica do paciente, pois PEEP muito elevado pode ter efeitos deletérios, como redução do débito cardíaco e aumento da resistência vascular pulmonar. A escolha da estratégia ventilatória deve ser individualizada, considerando a fisiologia da cardiopatia, a gravidade da insuficiência respiratória e a resposta do paciente. A combinação de PEEP adequado com outros parâmetros ventilatórios e o tratamento da causa subjacente (pneumonia, insuficiência cardíaca) são essenciais para o sucesso terapêutico.
O PEEP (Pressão Expiratória Final Positiva) ajuda a manter os alvéolos abertos, melhora a oxigenação, recruta unidades alveolares colapsadas e auxilia na redistribuição do líquido do edema pulmonar, reduzindo a congestão.
Este nível de PEEP é geralmente considerado terapêutico para melhorar a oxigenação e o recrutamento alveolar em pacientes com edema pulmonar e pneumonia, sem causar efeitos hemodinâmicos adversos significativos em pacientes com CIV, desde que monitorado.
PEEP muito elevado pode aumentar a pressão intratorácica, diminuir o retorno venoso, reduzir o débito cardíaco e, em alguns casos, piorar a sobrecarga do ventrículo direito, especialmente em pacientes com disfunção cardíaca preexistente.
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