USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Você decide pela intubação traqueal de um paciente de 1 ano, que está em insuficiência respiratória devido laringite. Após intubação, há melhora imediata do desconforto respiratório. Qual é a configuração inicial adequada do ventilador mecânico em modo SIMV (ventilação mandatória intermitente sincronizada), controlado a pressão de suporte?
Laringite grave em <1 ano → VM SIMV: FiO2 100%, FR 25, PEEP 5, VC 8ml/kg, PS 10 acima PEEP.
Em pacientes pediátricos com insuficiência respiratória grave por laringite que necessitam de intubação, a ventilação mecânica inicial deve visar a otimização da oxigenação e ventilação com parâmetros protetores. A FiO2 de 100% é inicial para garantir saturação, e o volume corrente de 8 ml/kg é um valor seguro para evitar barotrauma, enquanto a PEEP de 5 cmH2O ajuda a manter os alvéolos abertos.
A laringite, ou crupe, é uma causa comum de obstrução das vias aéreas superiores em crianças, geralmente de etiologia viral. Em casos graves, pode evoluir para insuficiência respiratória, necessitando de intubação traqueal e ventilação mecânica. A compreensão dos parâmetros ventilatórios adequados é crucial para o manejo seguro e eficaz desses pacientes. A fisiopatologia envolve inflamação e edema da laringe, traqueia e brônquios principais, levando à redução do lúmen das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em estridor inspiratório, tosse ladrante e desconforto respiratório. A decisão de intubar é tomada quando há sinais de falha respiratória iminente ou exaustão, apesar do tratamento clínico otimizado. O tratamento da laringite grave inclui dexametasona e epinefrina nebulizada. Se a intubação for necessária, a ventilação mecânica deve ser iniciada com parâmetros protetores, como FiO2 de 100% (titulada posteriormente), volume corrente de 6-8 ml/kg, PEEP de 5 cmH2O e frequência respiratória ajustada à idade, visando a otimização da oxigenação e ventilação, minimizando o risco de lesão pulmonar.
Sinais de laringite grave incluem estridor em repouso, desconforto respiratório significativo, taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, cianose e alteração do nível de consciência, indicando falha respiratória iminente.
A FiO2 de 100% é utilizada inicialmente para garantir a máxima oxigenação e corrigir rapidamente a hipoxemia, especialmente em situações de emergência como insuficiência respiratória aguda, sendo posteriormente titulada para o menor valor possível para manter a saturação alvo.
O volume corrente (geralmente 6-8 ml/kg) é crucial para evitar barotrauma e volutrauma, enquanto a PEEP (pressão positiva expiratória final) ajuda a prevenir o colapso alveolar, melhorando a oxigenação e reduzindo o trabalho respiratório.
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